segunda-feira, maio 31

quarta-feira, maio 26

Brasil x Itália

Em Roma, aja como os romanos, já diz o velho ditado. Pois bem, segui ao pé da letra, depois de dois dias levando encontrões desses carcamanos sem educação e espaçosos. O auge da vingança do álamo foi no metrô, indo para a Fontana di Trevi.


Aqui em Roma, o trânsito é caótico. Os ônibus são novinhos, mas estão sempre cheios. Assim como o metrô, que passa loooonge dos colegas vizinhos de Londres e Paris. Parece, mesmo, é que estamos no Rio. São apenas duas linhas que cortam a meiuca de Roma. Há poucas estações em ambas; não dá para ficar muito diferente por causa dos sítios arqueológicos, encontrados nos quatro cantos da cidade. faz um buraco, já viu: Indiana Jones vem e bota uma cerquinha e aquilo ali vira ponto turístico fácil, fácil.


Mas, sem divagar muito, o metrô fica lotado o dia inteiro. E os trens atrasam e passam com intervalos que quase igualam a situação que conhecemos no Rio. As plataformas estão sempre cheias. Para entrar no vagão é o ó. Às vezes deixa a nossa estação Central da hora do rush no chinelo.

Pois então... estávamos em uma dessas plataformas cheias aguardando o trem chegar. O vagão que parou na nossa frente até ficou meio vazio. Desceu uma cabeçada na Termini. Mas tinha uma pá de gente para entrar. Eu, escoladíssima nos subúrbios da Central desde a época da faculdade, em Piedade, quando pegava o trem na Central do Brasil (só quem passou por isso sabe como é), não deixei por menos e entrei batida, direto para um dos bancos. Mas uma bunda italiana fazia o mesmo trajeto...

Agora, responda rápido: quando é que uma bunda italiana ganha de uma bunda brasileira?

Nunquinha!!!!

Com a 'colisão', a carcamana quase perdeu os óculos.

Claro que EU sentei..

terça-feira, maio 25

Ódio

Já são 26 dias sem malhar. Destes, pelo menos 23 são de alimentação totalmente irregular, para usar um belo eufemismo. E é quando entro na reta final da viagem, cansada, com bem menos disposição, precisamdo fazer unha, sobrancelha e afins, que dou de cara com uma balança no banheiro.

Isso mesmo, senhoras e senhores, uma balança num Bed & Breakfast em Roma.

A danada fica me encarando desde que cheguei aqui. Eu entro no banheiro ela tá lá. Não posso nem tomar banho direito, porque ela fica ali, me espiando.

Mas estou resistindo bravamente.

Não subo, não subo e não subo.

Balança, só no Brasil!

Foi mal

Acabou não me ocorrendo, mas não foi por maldade: no post da geladeira, não creditei a ideia de usar a janela como geladeira, dada pelo melhor consultor de viagens a Londres, meu amigo Feroli!

Valeu, Feroli! Você é um gênio!

segunda-feira, maio 24

Pizza perfeita

A grande expectativa de chegar no país da botinha era comer uma autêntica pizza italiana. Fizemos isso assim que pusemos os pés em Venezia, famintos e ansiosos. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que aqui estava a pizza perfeita, perfeita.

O sabor preferido do Márcio aó no Brasil é a calabresa. Eu não gosto, porque geralmente é a pizza que mais tem gordura. Muitas vezes, brliha no escuro, de tanto óleo que acumula. Pedi uma capricciosa e ele, obviamente, foi na calabresa.

Linda foi a cara de espanto e decepção do coitado quando deu de cara com a pizza. Calabresa, aqui, é azeitona. E é cada azeitonão que parece uma bola de pingue-pongue! Quem me conhece sabe que eu sou a detonadora de azeitonas mais rápida do oeste... Achei perfeita a calabresa italiana!

Me dei bem! Comi meia capricciosa e meia calabresa!
****
Em tempo: a calabresa que a gente conhece aí, aqui é chorizzo!

Geladeiras

Sempre brinquei que beber água gelada era coisa de pobre. Rico bebe água em temperatura ambiente, já pesquisei isso! Mas aqui na Europa, beber água em temperatura ambiente é bem coisa de poverello mesmo. E brasileiro dá aquele jeitinho pra tudo, sempre!

A Itália está mais caldo, não dá pra fazer isso. mas até Paris, arrumamos geladeiras bem econômicas para água, refrigerante, suco e até frutas ficarem bem fresquinhas: janela!

Os quartos apertadinhos dos hotéis não têm frigobar. Acho que frigobar em quarto de hotel é invenção de brasileiro. O jeito era improvisar. Como estava frio pracaceta, usávamos o parapeito das janejas para acondicionar as bebidas. Ficava tudo geladinho, é sério! Saca só...
A geladeira de Paris...

... e a geladeira de Londres!

Panela de pressão

Ou 'Irritando Márcio Mará'

Dia de mudar de cidade é uma lenha. Márcio Mará já acorda tenso, preocupado. Olha o relógio de cinco em cinco minutos, falta pouco fazer um buraco no chão, de tanto que anda de um lado para o outro. E olha que a maioria dos quartos que pegamos até agora são bem apertadinhos! E isso também me deixa louca!

Para quem pensa que só o fato de estar na Europa seja motivo de alegria 24 horas por dia, não se engane. Sair do sério, se apurrinhar com coisinhas pequenas, é inerente ao ser humano, onde quer que ele esteja. A sorte é que a irritação dura pouco... rs...

O ponto alto de estresse foi na viagem de Venezia para Firenze. Tínhamos que trocar de trem em Milão. Em 15 minutos. Imaginem o estado de nervos da pessoa. Eu achava que estava tudo tranquilo. Afinal, o maluco do guichê da estação de Paris tinha sido muito solícito, simpático. E tudo funciona com o máximo de precisão. Esse negócio de pontualidade britânica vale para todo o continente, é um espetáculo.

Só não contávamos com a Polizia...

A fiscalização dos trens na Itália é bem mais intensa. No meio do caminho entre uma cidade e outra, de repente, entram oficiais da imigração (ou seja lá o que for) e pedem seu passaporte. O mesmo acontece quando você entra no trem, na estação. E quando sai. Chegamos em Milão na hora certinha. Mas uma cabeçada de afunilava na porra da fisclização. Os caras estavam olhando passaporte com lupa! Chegaram a sumir com um maluco que estava na fila, por algum problema qualquer que não entendemos, e tinha um outro que estava sem passaporte e causava ainda mais demora no processo.

Resultado: precisamos sair correndo. Quando chegamos à plataforma de embarque, já estavam dando sinal de partida para o trem. Não deu tempo de entrar no vagão certo. Praticamente nos jogamos dentro do trem, com aquelas duas malas megapesadas, as mochilas e mais duas sacolinhas de mão, com coisas que compramos em Venezia. Acho que atravessamos uns dez vagões até acharmos o nosso lugar certo. Ufa!
****
Além de brasileiros, o que mais se encontra em viagens pela Europa são italianos (a maioria mal educados, homens ou mulheres), espanhóis ou coisa parecida (que são bem escandalosos e espaçosos) e... japas. Credo, os japas! Eles são incansáveis, elétricos e inconvenientes com suas máquinas nas mãos. E isso irrita muuuuuuuito o Márcio Mará.

Quem o conhece sabe o quanto ele valoriza uma boa foto. E foto é um negócio que sempre "tá bom, mas pode melhorar". São várias e várias tentativa até que o clique ique quase perfeito... Mas isso irrita Débora Thomé, e é papo para um outro post. Enfim, voltemos aos japinhas. Não há um ponto turístico sequer sem um japa dando cambalhota para fazer mil e uma fotos. Eles clicam tudo, de todos os jeitos, com todas as poses possíveis e imagináveis.

No nosso passeio de barco pelo Siena, um casal nipônico se posicionou bem na proa da porra do barco. Ou seja, qualquer foto que se fizesse, obrigatoriamente os sanseis, nisseis ou nunseis estariam em destaque no enquadramento. Foi o auge da panela de pressão chiando!

domingo, maio 23

English Team

por Márcio Mará

Londres será inesquecível não só pelo primeiro encontro com a nutella. Foi também a primeira paixão que eu tive na Europa. E primeira paixão a gente nunca esquece. Até conhecer Paris - isso será outra história -, estava imbatível na preferência. Bateu a charmosíssima Edimburgo, a imponente Berlim, a moderna Munique, a blasé Lucerna e outras pequenas cidades que eu conheci quatro anos atrás, no giro da Copa.

O charme não está só nos pontos turísticos. O Big Ben, a London Bridge, a London Eye e o Madame Tussaud (rsrsrs) são imperdíveis. O St. James Park é lindo, bem cuidado e ótimo pra namorar (rsrsrs...). O Hyde Park é imenso e bom pra caminhadas. As cabines telefônicas e os ônibus de dois andares vermelhos são lindos como no cinema.

Muitas fotos vizu na London Eye

Quem vai a Londres e não faz uma foto dessa não é normal!

A London Bridge: mais um cartão-postal obrigatório

O Hyde Park é mais maneiro e movimentado no verão
O St-James Park é um dos mais floridos que vimos

Os ônibus de dois andares são um clássico de Londres

A Carnaby Street e a Oxford Street são boas para compras A Abbey Road é um sonho... Mas o mais legal é que isso tudo está acompanhado da boa hospitalidade dos ingleses numa cidade organizada e ao mesmo tempo louca, bem cosmopolita (a Dé não aguenta mais essa palavra), limpa, organizada.


Numa loja da Carnaby St., a parede que inspirou a capa do Sgt. Pepper's

Sim, os ingleses são bem-educados quando interpelados. Acho que já dá pra dizer que são os melhores nesse quesito na Europa (ao lado dos escoceses). Longe de serem espalhafatosos como os italianos, também seriam incapazes das grosserias dos carcamanos. Nunca recebi tantos agradecimentos ao abrir a porta para os ingleses e as inglesas passarem - contando o Brasil, inclusive, muito parecido com a Itália...

Até os muças de Londres são mais simpáticos - num empate quase técnico com os muçulmanos de Paris. E no transporte, idioma e pontualidade, ponto para os ingleses. O metrô é bem mais fácil de se entender que o dos franceses - só no terceiro dia você começa a se encontrar melhor no subterrâneo da Cidade Luz...

Parecido com o Brasil, os ingleses têm a paixão pelo futebol, a música - o rock está sempre presente - e a bebida - apesar de eu não achar a cerveja melhor que a nossa. Com tudo isso, London forma um English Team de respeito, e é roteiro obrigatório, ainda que a libra seja mais cara que o euro e o táxi seja "proibido" para nós - nem tente, é caríssimo.

Onde anda

Antes de virar SBT, o canal do tio Sílvio se chamava TVS. E às segundas era de lei assistirmos, lá em casa, à Sessão Bang Bang. Essas lembranças entregam a idade, mas puxar pela minha memória quase nula às vezes é uma verdadeira aventura.

Estamos em Firenze, acabados, no quarto, depois de andar bracarai o dia inteirinho. A TV, claro, está ligada. Um coroa grandalhão e barbudo, meio acabado, chamava nossa atenção. Tentamos uma meia hora lembrar quem era. Até que veio uma luz, como uma enxurrada de informação.

Era Bud Spencer, parceiro de Terence Hill em clássicos dos anos 1970 que passavam na tal programação out Globo. Além de Giuliano Gemma, essa dupla era pule-de-dez nas sessões de segunda à noite, nos clássicos do western spaghetti, divertidíssimos, vividos pelos irmãos Trinity e Bambino, bons de tiro e de soco.

Pois é. Agora, bem velhinho, mas ainda com muita energia (deve comer Nutella a rodo), o ator italiano, apesar do nome (os dois eram carcamanos, aliás), protagoniza uma séria na TV italiana. Um dos canais da Rai. É uma série de investigação humorística.

Minha mãe adoraria ver isso!

Nutella addiction


Uma das maiores descobertas de Márcio Mará na Europa não foram as paisagens, as obras de arte ou a cultura de cada lugar que estamos visitando. Foi a Nutella. O bichinho viciou no treco. Começou em Londres, mas o monstro tomou forma mesmo em Paris, quando a Nutella se encontrou com o croissant e com o waffle.

É Nuttela no café da manhã, no lanche da tarde, na hora do almoço, na sobremesa, e aqui em Firenze, até sorvete de Nutella ele achou. É mesmo uma delícia!

Mas é preciso ter cuidado: uma colher de sopa (cerca de 25 gr) tem 32 calorias. A boa notícia é que é feito com leite desnatado, cacau e avelãs, tudo de bom para a saúde e que garante muita energia, especialmente se consumida no café da manhã.

E precisamos mesmo de muita energia por aqui!

sábado, maio 22

Mistery tour

por Márcio Mará

Tá bom, vou confessar. Meu primeiro choro aqui na Europa foi ao dar de cara com o Big Ben assim que acabei de subir as escadas do metrô. Além do choque da cena - ninguém havia me avisado que haveria ali aquele encontro -, bateram as lembranças do meu VELHO. Ele sempre sonhava me ver visitando o relojão de Londres e a Torre Eiffel, em Paris, cidade preferida até agora e onde eu tive o meu terceiro choro convulsivo, na incomparável Notre-Dame, ao ver a imagem da Santa Teresinha, de quem o meu pai era devoto.

Mas isso tudo, na verdade, é para falar sobre o segundo choro da viagem - calma, Edu, eu não virei botafoguense não. O chororô da Magical Mistery Tour dos Beatles em Liverpool levou a Dé às lágrimas - de riso -, ainda que ela tenha ficado bolada também com o negócio.

Você entra num ônibus e aí começa a ouvir e ver como aqueles três gênios e o carinha engraçado na bateria saíram do anonimato pra fama. Enquanto um inglês louco começa a falar pacas e você entende um pouco da metade, vêm as músicas.

E os lugares.

Em frente à casa do Paul

A entrada da famosa Strawberry Fields

Passeando por Penny Lane

Pintou uma raiva danada de não poder descer na Penny Lane e no portão do Strawberry Fields pra fazer as fotos - as ruas são estreitas, o ônibus não pode parar. Mesmo assim, a trip é sensacional, e já com os olhos vermelhos após descer na casa do Paul McCartney e repetir os passos do cara ao sair todo dia para o seu trabalho, vem o melhor da festa. O Cavern Club.

O melhor pub que eu já vi parece a caverna do Batman. Você desce, desce, dá de cara com um John Lennon fake que manda bem e entra na onda. É só beber Guiness e viajar no tempo. É bom avisar pra quem não sabe que esse Cavern Club não é o que eles fizeram o primeiro show. Os donos do bar não imaginavam que os Fab Four fariam sucesso e o transformaram em garagem ali do lado. Mas logo depois copiaram o bar, e os Beatles lá retornaram para fazerem outros shows. Então, na verdade dá no mesmo...

Mudanças

Paris é tão chata, mas tão chata, que resolvemos ficar por lá mais dois dias. Cortamos Nice (soubemos que chovia muito no sul da França) e Milão (entrar no San Ciro era falência líquida e certa). Mas não tinha mais vaga onde estávamos. Trocamos de hotel duas vezes. Valeu como experiência.

Quase ficamos na rua outra vez. Era feriado por aqui e não sabíamos. Nem se quiséssemos, teríamos conseguido passagem para Milão. Os trens estavam todos lotados.

Aprendemos mais uma lição e reservamos os outros trechos de uma vez.

Agora, a dúvida é se fazemos outras cidades na Itália ou se aproveitamos mais o tempo em Roma. Por enquanto, teremos um domingo inteirinho em Firenze pela frente. Depois a gente resolve isso e conta pra vocês...

Enfim, como diz a filósofa Heloísa, em viagem o que dá errado, dá certo!

Tá lá!


Michelle Coelho Dória é prova viva de que o tempo está passando para mim. Imagina! Essa eu digo que vi nascer, botei no colo. Foi minha daminha!!! Uma futura cineasta que me chama de tia, vejam só. É uma menina agridoce, inteligente e com ótimo gosto musical. Antes de viajar, perguntamos o que ela queria de presente. Primeiro, educadíssima, disse que não queria nada, não. Aí, pensou bem e mandou:
- Bota meu nome no muro do estúdio da Abbey Road!
Seu pedido é uma ordem, ma belle!
These are words that go together well, my Michelle.

.. e aprendendo!

Esses dois mantras que aprendi com meus amigos viajantes, vou levar para todas as escapadas da minha vida:

- Quem converte não se diverte!

- Em viagem, o que dá errado, dá certo!

Visagismo

A parte mais difícil da viagem tem sido manter uma boa aparência. São muitas fotos. Haja visagismo. E a criatura aqui não é muito chegada; acho, como os índios, que vai roubar minha alma. Mas... tento me acostumar e exercito cada vez mais essa coisa de ordinary people.

Vive la différence!

Tem dias em que acordo cansada, apressada, doida para botar o pé na rua. Meto a vidraça e olhe lá. Não estranhem os óculos escuros em tantas fotos. Também não dá tempo para procurar muita coisa para comprar, graças a Deus! Pensei que fosse voltar cheia de coisinhas de maquiagem. Nada. Até agora, só um blush e um rímel, porque precisei entrar numa farmácia para comprar band-aid!

Só paramos em lojas de esportes... e ímãs.
****
Pensei que fosse encontrar mulheres mais bonitas na Europa. Porra nenhuma. Andar no Rio é bem mais divertido para os meninos. Aqui, é raro encontrar uma mulher bonita e bem vestida. Ou uma feia que saiba valorizar os poucos encantos. A maioria, desculpa, é sem sal.

Por isso é que tem tanta brasileira se dando bem por aqui.

As italianas são bonitas, de um modo geral. Mas meio largadonas, desleixadas, desarrumadinhas. E bem mal educadas! As francesas capricham mais no visagismo. Só que são blasé pra cacete. Ficam antipáticas. Tudo sissi, de nariz em pé. As britânicas são bem esquisitas. Mas, também, com o frio que faz lá, é só meter um casacão bacana que tá tudo bem. Difícil alguém não ficar bem dentro de um sobretudo!

TV na Europa

Até agora, já vi House (Hugh Laurie fica bem mais charmoso), Law & Order SVU e Lost (o nome ainda mais apropriado!) em francês. Monk eu assisti em italiano. Mais doideira ainda.

Pior foi ver a final da Champions League com o Galvão Bueno italiano. Cacete! Saudade do Galvão. O cara aqui nem respira!

terça-feira, maio 18

Au revoir, Paris!

Cela ne vous ennui pas que je fume. C'est délicieux! Pouvez-vous me l'écrire, s'il vous plait. Qu'est-ce que vous voulez boire. Je vous en prie. Où se trouve la cabine téléphinique la plus proche. Ja rappellerai plus tard. A l'aide! Je voudrais enu chambre pour une personne. Pouvez-vous servir mon petit déjeneur dans la chambre. Pas moyen d'ouvrir la fenêtre. Je pars demain. Je payerai comptant. La chambre doit être libérée à midi. Je voudrais juste manger un snack. Une carafe de vin rouge maison.

C'était très bon, merci!

segunda-feira, maio 17

Preju

Por causa da cagada do Eurostar, fiquei tensa. Dormi praticamente a viagem toda. O Márcio disse que cheguei roncar. Juntou o cansaço com o estresse, não gostei nadica de nada da primeira impressão que tive de Paris. Horrible!

Descemos na Gare du Nord, pertinho do hotel que tinha bookado. Nosso primeiro contato foi com uma bósnia pedindo dinheiro com um papel escrito em inglês. Assustou. Era umas 16h, véspera de feriado na capital francesa, como viríamos descobrir um pouco mais tarde. Muita gente na rua, a maioria saindo já do trabalho. E muita gente mamada ali por perto também. Homens bêbados e pessoas pedindo dinheiro na rua. Não era o que eu imaginava ver logo de cara em Paris!

Para melhorar a situação, a orientação do site do hotel era complicada. Não conseguíamos nos achar. Perdidos e com medo de falar com os franceses por causa dessa lenda de que eles não falam inglês e que são blasés pra cacete, ficamos rodando por ali para tentar achar o hotel. Nada. Resolvemos pedir ajuda para um rapaz negro. Senegalês, graças a Deus, e falava português e francês, mas não conhecia a rua que queríamos. Ficou com a gente, entrando e saindo d hotéis para perguntar se conheciam o nosso.

Paramos do lado de dois rapazes enquanto nosso amigo senegalês tentava descobrir para onde devíamos ir. Um deles vira-se e pergunta se somos brasileiros. Porque eles eram. Leandro foi um dos nossos primeiros achados aqui na Cidade Luz. Trabalha em uma construção e estava indo para casa. Nos acompanhou até a porta do hotel, depois de dispensar o senegalês de boa vontade, coitado. Entre uma parada e outra, perguntando aqui e ali, ainda achamos a Aline, outra brasileira que veio tentar melhorar de vida aqui, enquanto o Leandro ia nos contando sua história de vida e dando dicas para os próximos dias:

- Pardon serve para desculpe e dá licença. E bon jour é pra bom dia e boa tarde. Bon soir, só quando fica escuro!

- Sou de Minas, mas já morei no Rio, na Baixada. Eu era motorista de ônibus e vim pra cá mudar de vida. Tô conseguindo. Quando voltar pro Brasil, vou comprar um caminhão.

- Compra bilhete de turista, pra uma semana, que serve para trem, RER, metrô e ônibus. Mais rápido e mais barato para vocês!!!

- Fica com medo de falar com francês não! Tem gente bacana e gente mal educada no mundo todo; aqui só não é diferente. O problema é que muitos deles não sabem falar inglês, só isso...

E assim, o Leandro ajudou a começar a mudar aquela falsa primeira má impressão de Paris!

Pauta, my ass!

Criei um monstro! Por causa da participação especial, Márcio Mará se transformou. Quer escrever todo dia no blog. Chegou a se oferecer para dividir os posts comigo, porque é muita história para contar e, além de não dar conta sozinha, sabem como é... esqueço de muito troço... cérebro de ameba é uma foda.

Mas o cúmulo foi falar que ia preparar umas pautas pro blog!

Pó pará que quem manda nesse merdelê todo aqui sou eu e o sistema que impera é o Anarquismo!

Ok. Ele se contentou com as participações especiais... hehehe...

Saideira

Na nossa última noite em Londres, vi, na vitrine de uma pet, bem pertinho do hotel, uma coisinha para levar para o Scooby. A loja era um nível acima da calçada, com um degrauzinho que pouco dava para perceber. Claro que o Márcio de um tropeção ali. Na chegada e na saída. Mas não caiu. Só ficou reclamando.

Já era tarde, a loja fechada, pedi para voltarmos logo depois do café, porque o Eurostar, eu "tinha conferido na passagem", tinha embarque marcado para as 12h19. Dava tempo, já que a estação nem era tão distante (fica tudo so close, com o Tube!).

Dia seguinte, deixamos as malas na recepção do hotel e fomos comprar umas coisinhas que estavam faltado, depois retornamos à pet. Por causa do tropeço na noite anterior, eu avisei ao Márcio:

- Mind the step!

Ele riu, falou que sabia, fomos até a porta que, apesar de estar com a plaquinha de open, estava closed. Fiquei olhando a roupinha do Manchester United do Scooby, que acabei deixando ali. Nosso horário começava a ficar apertado. Dei meia volta e desci pra calçada novamente, para buscarmos as malas no hotel e partir para o tube. Olhei para trás para comentar alguma coisa com o Márcio e, ao mesmo tempo, ouvi um barulho seco. Ele não estava lá. Senti alguma coisa bater na minha perna: era a cabeça do Márcio, que estava estatelado no chão.

Caiu igual a uma tartaruga, com a quela mochila pesada nas costas. Não se ligou no degrau, pisou em falso, virou o pé e caiu de joelho, estatelado, no chão. Aí, rodou, não sei como, e ficou com as perninhas pra cima e a mochila virada pra baixo. Igualzinho a uma tartaruga.

Foi o estabaco da Europa. Não podia faltar...

sábado, maio 15

Ele acreditou!

Precisei abrir mão de ir a Stonehenge. Grana e distância contaram. Ficou para a próxima. Para fazer nossa despedida de Londres, fomos passear pela Baker Street e visitar o museu de cera Madame Trussauds. Com desconto. Devoramos um combo básico do Burger King no almoço e ganhamos half price no museu.

Gente, o Márcio surtou dentro do troço. Parecia que estava num parque de diversões. Acho que ele pensou, sério, que a bonecada era tudo de verdade. Queria tirar foto com todo mundo. Levamos um tempão lá dentro, porque a criança corria de um lado pro outro para ficar ao lado dos ídolos e fazia mil poses para cada foto.

E quando a criatura viu o Superman... Faltou pouco sair voando.

sexta-feira, maio 14

Abbey Road

Por Márcio Mará

Já faz 40 anos que o quarteto revolucionário da música atravessou a rua na esquina para dar cara ao álbum que marcaria o adeus aos fãs. E não há um beatlemaníaco no mundo que não sonhe em repetir o gesto dos Fab Four na Abbey Road. Ir a Londres e não fazer a mágica foto seria imperdoável. E por isso quis porque quis realizar este sonho. Por dia, dezenas de pessoas fazem isso em frente ao estúdio da Apple, e não é nada fácil. Carros passam o tempo todo por ali. O fotógrafo francês que fica de plantão pra ganhar o seu troco tem de negociar com os motoristas e os chatos que repetem a pose dezenas de vezes - umas três meninas insuportáveis não saíam dali...

Logo, logo, fiz um acordo com o cara. Eu lhe daria as 5 libras que cobra pela foto automática entregue na hora mas que some com o tempo por uma na minha câmera. Teria, pelo resto da vida, aquele momento tão sonhado... Eu e Dé ainda conseguimos, durante a tensa espera, um casal de americanos da Flórida para formar o quarteto na foto.

O fotógrafo francês e a Dé me demoveram da ideia de ser o Paul (meu eterno ídolo) e fazer a foto descalço no frio da Inglaterra. Congelando, ela pediu pra ser o John e ficar com as mãos nos bolsos... O jeito foi ficar de Ringo para a eternidade...

Mas o mais sensacional dessa história estava por vir. Se no Brasil as chances de você ver um Fusca branco nas ruas vão diminuindo a cada ano, em Londres são hoje de um em um milhão. Mas naquela hora, uma mulher estacionou um deles em frente ao estúdio da Apple. Bem ali, onde estava o Fusca da capa da clássica capa do disco. Quando vimos, não acreditamos. Eu, que já estava em êxtase, quase parei o trânsito no meio da rua... Imagina se aquela mulher resolvesse sair antes de a foto ser feita...



O resultado vocês estão vendo agora. O raio caiu duas vezes no mesmo lugar!!!!!!!!!!! Estou certo que meus amigos John e George, que durante tantos anos me deram tantas alegrias por muitas horas da minha vida, me mandaram mais esse presente lá de cima. Depois, em Liverpool, me debulhei também em lágrimas na Magical Mistery Tour. Dentro de um ônibus, ao som dos quatro cabeludos e do narrador, fizemos o percurso da vida dos caras. Penny Lane, Strawberry Fields... Parecia que fazíamos parte de um documentário. E que o sonho ainda não tinha acabado...

quinta-feira, maio 13

Foi assim...

Começou um pouco tímido. Esse negócio de botar saia não entrava na cabeça dele, estava meio cebreiro com essa ideia. Mas saí do Brasil com essa encomenda: uma foto do Mará de kilt. Papo vai, papo vem, depois de uma tarde na destilaria de wisky, provando vários tipos da bebida preferida dos scots, ele pensou que era William Wallace...

E olha só no que deu!

terça-feira, maio 11

Interação

Valeu! Adorei a consideração de quem teceu comentários por aqui depois que eu praticamente implorei por isso... rs...

Com um pouco mais de sorte, subirei as fotos dos posts anteriores durante a viagem para Paris (falei... voltarei insuportável!), junto com mais umas outras passagens importantes pela Escócia, Londres e por Liverpool.

Se o hotel na Cidade Luz for melhorzinho, a conexão da internete permitirá que vocês acompanhem melhor essa minha Eurotrip, com imagens, hu-lalá!

Fui, por hoje. Tenho que arrumar as malas...

Compras

Tirando uma coisinha aqui e outra ali, não sobra quase tempo para se dedicar às compras. Uma pena, porque tem uma pá de lojas por aqui em liq1uidação. E, graças a Deus, estamos mais olhando do que comprando, porque quando a gente decide que vai comprar, já está na hora de as lojas fecharem. E eles te expulsam sem dó nem piedade!

Hoje perdemos um bom tempo perambulando pela loja da Nike e da Adidas, uma pertinho da outra. Cada uma com três andares. Uma covardia.

Já deixamos passar óculos da Oakley a 120 libras, mochila da mesma loja (a top de linha) a 100 libras, camisa polo da La Coste a 27 libras e outras coisas que nem consigo lembrar. Esses três foram em Liverpool, que tem um shopping a céu aberto de responsa! Como chegamos na cidade em cima da hora da tour dos Beatles, só olhamos as lojas, crente que daria tempo de voltar para comprar alguma coisinha.

Que nada! Perdemos a noção da hora junto com o casal gaúcho lá no Cavern Club, batendo papo, tirando fotos, bebendo cerveja. Depois entramos na Beatles Store e foi mais um par de horas embora. Só sobrou tempo de comer uma coisa e rumar para a Lime Station, deixando aquilo tudo para trás...

Pé no freio

Hoje optamos por ter um dia mais tranquilo nesta despedida de Londres. Abri mão de Stonehenge, Greenwich e Wembley para ficar mais no coração de Londres. Pela manhã, realizamos a parte burocrática: baixamos as fotos dos cards das máquinas numa lan-house e gravamos num DVD para depois... lavar roupa.

Tive meu dia de maria!

Entramos numa lavanderia e, adivinhem só, quem nos atendeu foi uma japa. Depois que conseguimos nos entender, fui tentar me entender com as máquinas de lavar e secar roupa. O processo até que é simples, mas complicam tudo na porra da instrução. Quem nos salvou foi uma americana da Florida que está em Londres a estudo. A meia hora dentro da lavanderia passou rápido com muito bate-papo.

No final, a troca de e-mail e a foto com a Amber, que prometeu ir ao Rio em fevereiro, para passar o Carnaval. Vamos levá-la para desfilar na Portela, obviamente!

Depois, paramos para almoçar um combo no Burger King para aproveitar uma promoção básica: 50% de desconto no ingresso para o Madame Taussauds, o famoso museu de cera de Londres. Fechamos assim a nossa passagem pela terra da Rainha - uma caminhada em Baker St., o muitas fotos no Taussauds e um longo passeio pela Oxford St.

Almost homeless

A primeira merda na Europa a gente nunca esquece. A não ser eu, que esqueço mesmo de TUDO. Com certeza, farei questão de esquecer desta: quase dormimos na última noite em Londres. Quando entregamos as chaves na recepção, a Yoko Ono que estava de plantão perguntou se estava tudo pronto para o check-out. Quase que o coração valente sai pela boca. Nossa ida para Paris está marcada para amanhã, via EuroStar.

A burra aqui errou nas contas na hora de fazer a reserva... pura estupidez. Sorte é que o quarto continuava vago, ou teríamos de mudar talvez, até, de hotel! Passado o susto, só morremos numa graninha extra. Ainda bem que a diária não é essas coisas de cara...

segunda-feira, maio 10

Sacanagem...

Se você está lendo, comenta, porra! Pelo menos até o fim do mês.

Faça valer a minha dedicação em te contar tudo sobre a minha viagem.

Compense o meu esforço com um comentário!

Beijos a todos!

Pub é lenda!

Aquela imagem dos ingleses enchendo a cara dentro dos famosos pubs... esqueça! Lorota pura. Os caras são fraquinhos para esse negócio de beber. E pra trabalhar também, vamos combinar, porque rola um working nine to five básico por aqui, que não passa das oito da noite nem com lojas de shopping. Só os lojinhas ficam abertas até 23h.

Fomos, finalmente, a um pub. Viva a Lapa!

Perto das 23h, o barman toca um sino para avisar da última rodada, e o balcão fica cheio. Só nessa hora. A maioria, eu observei, fica enrolando um copão de cerva durante hooooooras. Claro, não esquenta a bebida, de tão frio que é esse lugar. Fiquei lembrando daquela noite de garrafas e mais garrafas sobre a mesa, no fim do ano passado, com Edu, Edinho e sua trupe num pé-sujo lá na Tijuca. Aquilo, sim, é ser profissional!

Depoimento do Márcio, que virou um copão da danada em few minutes, é que a cerveja inglesa, para complicar ainda mais a situation, parece coca-cola sem gás...

Fiquei pensando na Karla Rúbia que, benza Deus, bebe cerveja igual a muito marmanjo. Não teria inglês para acompanhar a menina que, salvo alguns apagões a custa de meia dúzia de prosecco, entorna bonito e só fica mais alegrinha. Não dava pra rolar um sentimento com esses ingleses fraquinhos. Aqui no Reino Unido, só irlandeses seriam páreo: segundo informações, os caras lá já começam a beber cerveja pelas 15h e um pouco depois, em plena luz do dia, já tem nego de cabelin vermelho caído pelos quatro cantos do país.