Pensei que passaria por esta vida sem ter experiência semelhante, mas, sim, caros leitores, um sujeito mal vestido alisou minha perna. Ele trajava uma veste com a estampa da cruz de malta, mas me poupou do cinto de segurança. Esta semana, experimentei a tal da bandagem elástica, uma técnica chinesa com diversas finalidades esportivas e terapêuticas, dependendo da metodologia usada na aplicação. Em mim, o Gabriel Lima, fisioterapeuta da equipe de remo do Vasco da Gama, do time de vôlei italiano que esteve por aqui nos Jogos Mundiais Militares e, mais importante que tudo, niteroiense, aplicou contra dor.
Tudo em nome do trabalho!
Ele disse que não, mas eu acho que a fita, cor de rosa chiclete, é milagrosa. Afirmou, inclusive, que há sérios estudos científicos que comprovam os bons resultados das várias aplicações da técnica. Mas garantiu que não compactua com negócio de influência cromoterapêutica, coisa muito comum lá na China, onde a bandagem, chamada kinesio tape, foi desenvolvida. Hoje, existem várias marcas, modelos, cores e até texturas de bandagem no mercado. Segundo o Gabriel, o importante mesmo é seguir a técnica da aplicação e, por que não, desenvolvê-la e ampliar seu uso com eficiência comprovada.
Estou com a fita no joelhohá dois dias. Descobri, nesse meio tempo, que já havia me acostumado à dor, e não que o joelho estava bem. Outra constatação, com a ausência de dor do joelho crítico, que é o esquerdo, é que o direito também tem problemas -só ele dói agora. Corri na esteira e foi uma delícia. Fiz meus tiros sobre a terra batida e não senti qualquer sinal de desconforto, dá nem pra acreditar que estava sem a joelheira mesmo. O grande teste será amanhã, com 10k sobre o asfalto. Espero que a fita dure o esperado, que é de três a cinco dias. Vamos acompanhar.
Darei notícias!
sábado, julho 30
quinta-feira, julho 28
Locomotiva humana
O segundo livro de corridas que li é fraco. Como literatura em si. Porque a história de Emil Zatopek é simplesmente espetacular. Um corredor batedor de recordes e autodidata. Corria feio, fazia caretas, não tinha treinador, equipe multidisciplinar e tudo o mais. E corria como um louco. Para ele, a corrida era solitária...
O tcheco foi precursor de um dos treinos que mais amo fazer, os intervalados. Segundo o livro, ele gostava de sentir dor. Se não doesse, achava que não tinha treinado o suficiente. Temos isso em comum. Apenas não chego ao ponto de fazer tantas sequências de tiros até desmaiar na pista de corrida. Com ele era assim que funcionava. Queria ver até onde chegava, daquele jeito desengonçado, sem um ritmo frequente, balançando os braços e a cabeça, a fisionomia sempre expressando um esforço extremo. Uma delícia de se ver!
Mas, muito embora sua técnica não fosse perfeita à primeira vista, quase desagradável de se ver, uma coisa feia mesmo, é impressionante como suas passadas são perfeitas. O ritmo podia ser variado, confundindo seus adversários, atrapalhando, até, mas a passada era uma beleza: certinha, econômica, firme e rápida, muito rápida. Dá pra reparar neste vídeo:
Zatopek aterrisa com o meio do pé. É a tal forefoot landing, uma das técnicas mais modernas de corrida, que confere impulsão e economia de energia, ao mesmo tempo. Pisadas perfeitas. Vale prestar atenção.
"Assim como na corrida, as maiores batalhas da vida são travadas na solidão. E na vida, assim como nas corridas, o importante é o ato de participar, ainda que a ilusão da vitórias nos dê forças para continuar lutando "Chamado de Locomotiva Humana, Zatopek é o único ser humano na história a vencer as provas de 5.000m, 10.000m e uma maratona na mesma Olimpíada em que estabeleceu dois novos recordes. Isso tudo, aos 30 anos de idade. Em sua carreira, bateu 20 recordes em distâncias variadas. Foi muito mais do que apenas um grande corredor. E o livro pouco mostra isso. Uma pena.
Emil Zatopek (1922-2000)
O tcheco foi precursor de um dos treinos que mais amo fazer, os intervalados. Segundo o livro, ele gostava de sentir dor. Se não doesse, achava que não tinha treinado o suficiente. Temos isso em comum. Apenas não chego ao ponto de fazer tantas sequências de tiros até desmaiar na pista de corrida. Com ele era assim que funcionava. Queria ver até onde chegava, daquele jeito desengonçado, sem um ritmo frequente, balançando os braços e a cabeça, a fisionomia sempre expressando um esforço extremo. Uma delícia de se ver!
Mas, muito embora sua técnica não fosse perfeita à primeira vista, quase desagradável de se ver, uma coisa feia mesmo, é impressionante como suas passadas são perfeitas. O ritmo podia ser variado, confundindo seus adversários, atrapalhando, até, mas a passada era uma beleza: certinha, econômica, firme e rápida, muito rápida. Dá pra reparar neste vídeo:
Zatopek aterrisa com o meio do pé. É a tal forefoot landing, uma das técnicas mais modernas de corrida, que confere impulsão e economia de energia, ao mesmo tempo. Pisadas perfeitas. Vale prestar atenção.
Tô certa ou tô errada?
Por incrível que pareça, não darei minha opinião neste espaço nada democrático...
Uma professora de Língua Portuguesa foi entrevistada para falar sobre a preparação, na disciplina, em concursos públicos. Na matéria, um erro de português sai entre aspas - ou seja, como se a professora tivesse falado. Se a professora joga um print da matéria, que tem seu nome, sua foto e sua declaração, com o tal erro de português, em uma rede social, explicando que sua fala foi mudada e desafiando seus alunos seguidores a acharem o erro... #comofaz?
Eu poderia listar vávias opções aqui como múltipla escolha para vocês. O assunto foi alvo de um papo longo e acalorado na repartição. Qual sua opinião sobre o caso?
Uma professora de Língua Portuguesa foi entrevistada para falar sobre a preparação, na disciplina, em concursos públicos. Na matéria, um erro de português sai entre aspas - ou seja, como se a professora tivesse falado. Se a professora joga um print da matéria, que tem seu nome, sua foto e sua declaração, com o tal erro de português, em uma rede social, explicando que sua fala foi mudada e desafiando seus alunos seguidores a acharem o erro... #comofaz?
Eu poderia listar vávias opções aqui como múltipla escolha para vocês. O assunto foi alvo de um papo longo e acalorado na repartição. Qual sua opinião sobre o caso?
quarta-feira, julho 27
Ói, 'disgraça'!
Que a ingestão de refrigerantes causa vários problemas ao organismo todo mundo tá cansado de ouvir. O que não tinham feito, ainda, era explicar quais os efeitos causados por uma latinha geladinha em uma hora. Uma nutricionista terrorista fez esse "favor"...
Primeiros 10 minutos: quando se toma uma lata de refrigerante (350 ml), cerca de 10 colheres de chá de açúcar chegam ao estômago, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente. O doce seria extremo e poderia causar até vômitos, mas isso não acontece devido à presença do ácido fosfórico que reduz esse gosto.
20 minutos: o nível de açúcar no sangue está em excesso, forçando uma grande liberação de insulina pelo pâncreas, hormônio que facilita a entrada da energia em nossas células. Como há uma descarga grande de açúcar, ácido fosfórico e inúmeras toxinas, o fígado fica sobrecarregado, transformando o açúcar que recebe em gordura.
40 minutos: a absorção da cafeína presente na bebida está completa. As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar no sangue. Os receptores de adenosina, que controla a energia no organismo, no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.
45 minutos: o corpo aumenta a produção do neurotransmissor dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente é a mesma reação provocada pela heroína.
50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, acelerando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.
60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que eliminará cálcio, magnésio e zinco, nutrientes essenciais para o funcionamento de vários órgãos, como coração, e ossos. Conforme vai reduzindo a satisfação proporcionada pelo açúcar e cafeína, inicia-se uma queda dos níveis de açúcar no sangue. Você começa a ficar irritadiço ou sonolento.
Primeiros 10 minutos: quando se toma uma lata de refrigerante (350 ml), cerca de 10 colheres de chá de açúcar chegam ao estômago, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente. O doce seria extremo e poderia causar até vômitos, mas isso não acontece devido à presença do ácido fosfórico que reduz esse gosto.
20 minutos: o nível de açúcar no sangue está em excesso, forçando uma grande liberação de insulina pelo pâncreas, hormônio que facilita a entrada da energia em nossas células. Como há uma descarga grande de açúcar, ácido fosfórico e inúmeras toxinas, o fígado fica sobrecarregado, transformando o açúcar que recebe em gordura.
40 minutos: a absorção da cafeína presente na bebida está completa. As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar no sangue. Os receptores de adenosina, que controla a energia no organismo, no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.
45 minutos: o corpo aumenta a produção do neurotransmissor dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente é a mesma reação provocada pela heroína.
50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, acelerando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.
60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que eliminará cálcio, magnésio e zinco, nutrientes essenciais para o funcionamento de vários órgãos, como coração, e ossos. Conforme vai reduzindo a satisfação proporcionada pelo açúcar e cafeína, inicia-se uma queda dos níveis de açúcar no sangue. Você começa a ficar irritadiço ou sonolento.
segunda-feira, julho 25
Adidas - etapa Inverno
Digeri o fracasso. Tô vomitando as conclusões aqui. A primeira delas é que eu, que queria guardar essa medalha por um motivo, vou pendurá-la sozinha, separada, ao alcance da minha visão, para nunca mais esquecer tudo o que senti. Acho que ela será mais importante do que as outras.
Passei de um treino horrível para um dos melhores treinos dos últimos tempos em apenas uma semana. Isso me deixou motivada, animada e confiante. Talvez, confiante até demais. Devo ter superestimado a vida, porque, mesmo com tudo isso, um clima perfeito para mim e o primeiro quilômetro dentro do planejado, levei uma rasteira danada.
Logo de cara, achei que estavam me pregando uma peça e que eu sofreria cólicas intestinais em mais uma corrida. Começou assim que passei do primeiro quilômetro. Achei que era sacanagem. O tempo estava perfeito, em todos os sentidos. Decidi ignorar. Com a garrafinha de água na mão, pensei que estava gelando porque o staff da corrida era muito eficiente. Nada. A mão que estava vazia também gelava. Percebi outra coisa: aquele rebuliço no baixo-ventre estava diferente do que tinha acontecido na corrida anterior. Estava muito ofegante, mas mal havia começado a correr. Foi aí que veio aquela pontada lancinante. Dei uma contorcida e parei de correr; mais uns passos e parei de vez. Na dúvida entre voltar, atravessar a rua e pegar um ônibus ou ligar para alguém, olhei em volta. Procurava a ambulância, mas ela só está perto quando não quero nada com ela.
Sério, achei que fosse desmaiar. Sentei no meio-fio e resolvi esperar. Controlei a respiração, massageei a barriga, molhei o rosto com a água fria, bebi uns goles e fiz umas contas rápidas. Estava adiantado, mas aquilo era cólica menstrual. Tive isso só mais uma ou duas vezes na vida. Mas só podia ser. Era mesmo.
Quando Márcio e Isabel se aproximavam do meu campo de visão, eu já estava bem melhor. Pelo menos não parecia mais que estavam enfiando uma lâmina afiada pelo meu umbigo. Fui em direção a eles, que levaram um susto, mas pensaram que fosse alguma coisa com o joelho. O resto do percurso fizemos juntos, passeando, como disseram.
O medo de apagar sozinha ali no Aterro foi maior. Mas a frustração não deu mole nem para a dor que eu senti naquela hora. O primeiro pensamento foi de derrota total. Fracasso, véi. O segundo foi de largar essa porra toda pra lá. Parar de querer ser engraçada, afinal, não nasci para ser atleta. Um treino perfeito todinho jogado no lixo. O impulso foi doar a medalha. Mas deixei a bicha escondida dentro da bolsa. Nem queria olhar para ela. De marca da minha frustração, ela vai virar emblema da minha resiliência. Anotem isso!
Ainda perambulei um pouco ali no Aterro. Tinha que pegar minhas coisas na assessoria da Isabel. Mas acabei não indo ao almoço que estava programado. Também não fui ver o Waltinho no hospital. Foi banho, comida e cama. Bateu uma depressão. Estava com a barriga toda dolorida. Respirava e doía. Queria dormir. Queria sumir. Não liguei pro treinador. Fiquei um tempão pensando em como relatar aquela corrida totalmente inglória. Mandei um torpedo, explicando por alto o que acontecera. Ele mandou que eu ligasse. Ignorei para poupá-lo do constrangimento. Se ligasse, fatalmente eu choraria ao telefone.
Hoje estou melhor. Pensei bem. Avaliei. Fiz uma nota mental das falhas. Aprendi. Encarei como um recado. Devo mesmo estar exagerando algumas coisas. Corro para ser feliz. Aprendi a amar esse troço. Não interessa eu não ser muito rápida, não ter uma evolução como a dos outros. Não interessa. Tudo a seu tempo. Tudo como deve ser. Vamos reinventar esse negócio todo. Vai dar certo...
Vou ligar pro treinador. Sem chorar!
Passei de um treino horrível para um dos melhores treinos dos últimos tempos em apenas uma semana. Isso me deixou motivada, animada e confiante. Talvez, confiante até demais. Devo ter superestimado a vida, porque, mesmo com tudo isso, um clima perfeito para mim e o primeiro quilômetro dentro do planejado, levei uma rasteira danada.
Logo de cara, achei que estavam me pregando uma peça e que eu sofreria cólicas intestinais em mais uma corrida. Começou assim que passei do primeiro quilômetro. Achei que era sacanagem. O tempo estava perfeito, em todos os sentidos. Decidi ignorar. Com a garrafinha de água na mão, pensei que estava gelando porque o staff da corrida era muito eficiente. Nada. A mão que estava vazia também gelava. Percebi outra coisa: aquele rebuliço no baixo-ventre estava diferente do que tinha acontecido na corrida anterior. Estava muito ofegante, mas mal havia começado a correr. Foi aí que veio aquela pontada lancinante. Dei uma contorcida e parei de correr; mais uns passos e parei de vez. Na dúvida entre voltar, atravessar a rua e pegar um ônibus ou ligar para alguém, olhei em volta. Procurava a ambulância, mas ela só está perto quando não quero nada com ela.
Sério, achei que fosse desmaiar. Sentei no meio-fio e resolvi esperar. Controlei a respiração, massageei a barriga, molhei o rosto com a água fria, bebi uns goles e fiz umas contas rápidas. Estava adiantado, mas aquilo era cólica menstrual. Tive isso só mais uma ou duas vezes na vida. Mas só podia ser. Era mesmo.
Quando Márcio e Isabel se aproximavam do meu campo de visão, eu já estava bem melhor. Pelo menos não parecia mais que estavam enfiando uma lâmina afiada pelo meu umbigo. Fui em direção a eles, que levaram um susto, mas pensaram que fosse alguma coisa com o joelho. O resto do percurso fizemos juntos, passeando, como disseram.
O medo de apagar sozinha ali no Aterro foi maior. Mas a frustração não deu mole nem para a dor que eu senti naquela hora. O primeiro pensamento foi de derrota total. Fracasso, véi. O segundo foi de largar essa porra toda pra lá. Parar de querer ser engraçada, afinal, não nasci para ser atleta. Um treino perfeito todinho jogado no lixo. O impulso foi doar a medalha. Mas deixei a bicha escondida dentro da bolsa. Nem queria olhar para ela. De marca da minha frustração, ela vai virar emblema da minha resiliência. Anotem isso!
Ainda perambulei um pouco ali no Aterro. Tinha que pegar minhas coisas na assessoria da Isabel. Mas acabei não indo ao almoço que estava programado. Também não fui ver o Waltinho no hospital. Foi banho, comida e cama. Bateu uma depressão. Estava com a barriga toda dolorida. Respirava e doía. Queria dormir. Queria sumir. Não liguei pro treinador. Fiquei um tempão pensando em como relatar aquela corrida totalmente inglória. Mandei um torpedo, explicando por alto o que acontecera. Ele mandou que eu ligasse. Ignorei para poupá-lo do constrangimento. Se ligasse, fatalmente eu choraria ao telefone.
Hoje estou melhor. Pensei bem. Avaliei. Fiz uma nota mental das falhas. Aprendi. Encarei como um recado. Devo mesmo estar exagerando algumas coisas. Corro para ser feliz. Aprendi a amar esse troço. Não interessa eu não ser muito rápida, não ter uma evolução como a dos outros. Não interessa. Tudo a seu tempo. Tudo como deve ser. Vamos reinventar esse negócio todo. Vai dar certo...
Vou ligar pro treinador. Sem chorar!
sexta-feira, julho 22
Ah, o inverno...
É sintomático: a temperatura baixa um cadinho e já bate aquela vontade de comer alguma coisa. Geralmente, acabamos apelando justamente para o que deveríamos evitar. O Instituto Gourmet Natural dos Estados Unidos alerta que devemos prestar atenção a algumas fissuras, pois elas podem ser um sinal de que falta algum nutriente importante para o bom funcionamento do organismo. Principalmente porque atacamos sempre alimentos que são viciantes e que não tem substâncias essenciais para o nosso corpo.
Açúcar, farinha branca, chocolate, café e álcool são os alimentos mais viciantes. A abstinência é séria. Costuma trazer sintomas desagradáveis como dor de cabeça, depressão e ansiedade - só uma mordida é capaz de aliviá-los. Os primeiros dias de desintoxicação são os piores, mas aos poucos o corpo para de pedir para beliscar a todo momento.
Para metabolizar o açúcar refinado, o organismo usa nutrientes vindos de outras fontes. Perdemos vitamina B, cálcio, fósforo e ferro de nossa própria reserva para digeri-lo. Com isso, o corpo acaba dando o sinal de fome para tentar adquirir os nutrientes perdidos.
Para diminuir a fissura por alimentos viciantes, existem algumas substituições mais nutritivas. Identifique a sua fissura e cure-se!
-Açúcar refinado (bolo, bolachas, guloseimas, sorvete): podem ser substituídos por grãos integrais, abóbora, maçã, frutas cozidas, carnes, alimentos salgados, laticínios, banana congelada, sobremesas adoçadas com malte de cevada, entre outros.
-Álcool: troque por carboidratos complexos, vegetais, milho, vegetais folhosos amargos, missô, molho de soja, proteína animal, cerveja sem álcool e suco de frutas.
-Café: vegetais, salada, carne vermelha, açúcar, grãos integrais, alimentos salgados.
-Sal: algas, vegetais adocicados, carne, molho de soja, ervas e especiarias.
-Laticínios: vegetais verdes, grãos integrais, feijão, peixe, frutas, tofu e leite de amêndoas.
-Gorduras: feijão, peixe, frango, ovo, frutas e vegetais.
Com informações do Terra Saúde
***
E eu, que tenho fissura por carboidratos, como faço? PQP!
Açúcar, farinha branca, chocolate, café e álcool são os alimentos mais viciantes. A abstinência é séria. Costuma trazer sintomas desagradáveis como dor de cabeça, depressão e ansiedade - só uma mordida é capaz de aliviá-los. Os primeiros dias de desintoxicação são os piores, mas aos poucos o corpo para de pedir para beliscar a todo momento.
Para metabolizar o açúcar refinado, o organismo usa nutrientes vindos de outras fontes. Perdemos vitamina B, cálcio, fósforo e ferro de nossa própria reserva para digeri-lo. Com isso, o corpo acaba dando o sinal de fome para tentar adquirir os nutrientes perdidos.
Para diminuir a fissura por alimentos viciantes, existem algumas substituições mais nutritivas. Identifique a sua fissura e cure-se!
-Açúcar refinado (bolo, bolachas, guloseimas, sorvete): podem ser substituídos por grãos integrais, abóbora, maçã, frutas cozidas, carnes, alimentos salgados, laticínios, banana congelada, sobremesas adoçadas com malte de cevada, entre outros.
-Álcool: troque por carboidratos complexos, vegetais, milho, vegetais folhosos amargos, missô, molho de soja, proteína animal, cerveja sem álcool e suco de frutas.
-Café: vegetais, salada, carne vermelha, açúcar, grãos integrais, alimentos salgados.
-Sal: algas, vegetais adocicados, carne, molho de soja, ervas e especiarias.
-Laticínios: vegetais verdes, grãos integrais, feijão, peixe, frutas, tofu e leite de amêndoas.
-Gorduras: feijão, peixe, frango, ovo, frutas e vegetais.
Com informações do Terra Saúde
***
E eu, que tenho fissura por carboidratos, como faço? PQP!
terça-feira, julho 19
Operação Portuga
Acabei de ler meu primeiro livro sobre corridas. Simplesmente amei. Principalmente porque o livro não é meu e, por isso, já passou pela mão de alguns corredores, o que dá uma energia a mais pra gente absorver. Tive vergonha, inveja, orgulho. Ri e chorei. Mas, acima de tudo, percebi que existe, sim, um espaço para mim nesse mundo de paces baixos. Correr é para todos. Competir é que é para poucos.
Fiquei quase que imediatamente apaixonada por uma das personagens. Comentei com a Inês, que passou o livro (da Isabel) para minhas mãos, e soube que tinha escolhido o corredor certo do grupo. Deu vontade de ler ainda mais rápido para saber como é que aquela história acabaria. O fim foi emocionante. Não foi quem quebrou o recorde que teve a minha atenção. Mas eu, que costumo não errar com pessoas, não errei nem no livro: eu torcia para o verdadeiro herói, o sujeito que não recebeu os louros da vitória, mas que teve o mais bonito dos gestos.
É isso que a corrida representa para mim: um agregador de gestos nobres.
Comecei a correr porque queria fugir. Porque precisava me motivas, ocupar minha mente, fazer algo que não imaginava poder. Sei lá, dar sentido àquela segunda chance. Descobri uma nova eu, um novo mundo, novas pessoas e novos amigos. Tudo bem que em qualquer lugar existem os malas, os mal intencionados, os vampiros invejosos. Mas a força do meu grupo surgiu da adversidade alheia. Nós nos conhecemos e nos reunimos, de verdade, por causa da corrida, mas também em torno de uma boa causa. Não foi só a busca pela saúde, pela superação, pelas medalhas, pelo melhor tempo ou por chegar na frente dos outros. Nós chegamos junto. Em todos os sentidos.
São pessoas do bem que as passadas trouxeram para minha vida. Peço a Deus que as conserve. E que agregue novas personagens, todas capazes de nobres gestos como o de Guto, no livro. Camaradagem é o que move o mundo numa direção que todos merecemos. Eu vejo camaradagem no meu grupo. E nós nos movemos rápidos, uns mais, outros menos. Mas somos todos rápidos e vencedores.
Fiquei quase que imediatamente apaixonada por uma das personagens. Comentei com a Inês, que passou o livro (da Isabel) para minhas mãos, e soube que tinha escolhido o corredor certo do grupo. Deu vontade de ler ainda mais rápido para saber como é que aquela história acabaria. O fim foi emocionante. Não foi quem quebrou o recorde que teve a minha atenção. Mas eu, que costumo não errar com pessoas, não errei nem no livro: eu torcia para o verdadeiro herói, o sujeito que não recebeu os louros da vitória, mas que teve o mais bonito dos gestos.
É isso que a corrida representa para mim: um agregador de gestos nobres.
Comecei a correr porque queria fugir. Porque precisava me motivas, ocupar minha mente, fazer algo que não imaginava poder. Sei lá, dar sentido àquela segunda chance. Descobri uma nova eu, um novo mundo, novas pessoas e novos amigos. Tudo bem que em qualquer lugar existem os malas, os mal intencionados, os vampiros invejosos. Mas a força do meu grupo surgiu da adversidade alheia. Nós nos conhecemos e nos reunimos, de verdade, por causa da corrida, mas também em torno de uma boa causa. Não foi só a busca pela saúde, pela superação, pelas medalhas, pelo melhor tempo ou por chegar na frente dos outros. Nós chegamos junto. Em todos os sentidos.
São pessoas do bem que as passadas trouxeram para minha vida. Peço a Deus que as conserve. E que agregue novas personagens, todas capazes de nobres gestos como o de Guto, no livro. Camaradagem é o que move o mundo numa direção que todos merecemos. Eu vejo camaradagem no meu grupo. E nós nos movemos rápidos, uns mais, outros menos. Mas somos todos rápidos e vencedores.
quinta-feira, julho 14
Athenas - Etapa II
Venho treinando #foreveralone há algumas semanas. Surpreendentemente, tenho conseguido me dedicar direitinho. Com sinusite e tudo. E estava assim, meio barro, meio tijolo, mas treinadinha, para a segunda etapa do Circuito Athenas - esse mesmo, o grande escolhido para ser o circuito oficial do ano. O desafio era percorrer as 5 milhas da prova sem caminhar e num tempo abaixo da experiência anterior, no #TemMaios.
Foi uma semana pouco comum para os cariocas. Frio, muito frio. Todos reclamando, todos encasacados nas temperaturas que chegavam a 10ºC pela manhã cedinho (uma expressão também tipicamente carioca). Fiz minha parte com afinco, fugindo o máximo possível da friaca, para não piorar minha situação e ficar sem ar no dia da corrida. Deu certo. Estava descansada, seguindo todas as instruções do treinador, e bem pouco entupida. Para m inha máxima satisfação e, óbvio, para não perder o costume, abriu um solzinho mega agradável no dia da corrida.
Ali no Aterro estava fresquinho. Mas só na sombra. Eu, que passei a semana desesperada em busca de um manguito (assunto para um ooooutro post), apelei para minha blusa de manga comprida da Maratona de Londres, que nunca fiz. Bastou ficar meia horinha no sol junto com os #twittersrun para eu resolver, acertadamente, trocar de blusa e correr uniformizada. A sacolinha de treino nunca foi tão útil. Nem a viseira.
Não chegou a fazer calor durante o percurso. Nada que pudesse me atrapalhar. Mas tem sempre alguma coisa, néam? Desta vez o probleminha foi sui generis. Intestinal. É, isso mesmo. Na altura do quilômetro 6 bateu uma baita vontade de cagar. E eu, bem, eu tenho intestino preguiçoso, preso ou sei lá qual nome prefiram dar. Só sei, pela minha experiência de vida, que a vontade, quando bate, não pode ser desperdiçada porque aí fudeu o cu da Creuza total.
O que fazer, então, naquela circunstância?
Eu já tinha passado por um ponto de apoio que até tinha dois banheiros químicos. Provavelmente estavam ali por causa da galera dos 16k. Mas já tinha passado, já era. Não ia voltar má nem fudendo. O jeito foi diminuir o ritmo. Eu vinha bem, controlando o pace ali por volta dos 7, conforme orientações do treinador. Senti que o bagulho me prejudicaria. Fiquei logo puta da vida. Mas era melhor ficar puta dentro das calças do que ficar cagada dentro das mesmas. Passados 7km, precisei andar. Estava meio gelada. Já estava avistando mais um posto de hidratação. Resolvi andar até lá, beber uma água, molhar a nuca, as têmporas e pulsos e procurei ficar à sombra, pro desespero passar. Deu certo.
Logo voltei a correr e no último quilômetro deu até para retomar o ritmo dos primeiros cinco quilômetros. Cruzei o pórtico de chegada com 58:21. Baixei 26 segundos o tempo em relação às 5 milhas da Mizuno. Uma façanha diante dos problemas que me apareceram no percurso. Quero isso mais não. Marquei um dez com a galera e parti feroz para casa. Direto pro banheiro. Um alívio!
Foi uma semana pouco comum para os cariocas. Frio, muito frio. Todos reclamando, todos encasacados nas temperaturas que chegavam a 10ºC pela manhã cedinho (uma expressão também tipicamente carioca). Fiz minha parte com afinco, fugindo o máximo possível da friaca, para não piorar minha situação e ficar sem ar no dia da corrida. Deu certo. Estava descansada, seguindo todas as instruções do treinador, e bem pouco entupida. Para m inha máxima satisfação e, óbvio, para não perder o costume, abriu um solzinho mega agradável no dia da corrida.
Ali no Aterro estava fresquinho. Mas só na sombra. Eu, que passei a semana desesperada em busca de um manguito (assunto para um ooooutro post), apelei para minha blusa de manga comprida da Maratona de Londres, que nunca fiz. Bastou ficar meia horinha no sol junto com os #twittersrun para eu resolver, acertadamente, trocar de blusa e correr uniformizada. A sacolinha de treino nunca foi tão útil. Nem a viseira.
Não chegou a fazer calor durante o percurso. Nada que pudesse me atrapalhar. Mas tem sempre alguma coisa, néam? Desta vez o probleminha foi sui generis. Intestinal. É, isso mesmo. Na altura do quilômetro 6 bateu uma baita vontade de cagar. E eu, bem, eu tenho intestino preguiçoso, preso ou sei lá qual nome prefiram dar. Só sei, pela minha experiência de vida, que a vontade, quando bate, não pode ser desperdiçada porque aí fudeu o cu da Creuza total.
O que fazer, então, naquela circunstância?
Eu já tinha passado por um ponto de apoio que até tinha dois banheiros químicos. Provavelmente estavam ali por causa da galera dos 16k. Mas já tinha passado, já era. Não ia voltar má nem fudendo. O jeito foi diminuir o ritmo. Eu vinha bem, controlando o pace ali por volta dos 7, conforme orientações do treinador. Senti que o bagulho me prejudicaria. Fiquei logo puta da vida. Mas era melhor ficar puta dentro das calças do que ficar cagada dentro das mesmas. Passados 7km, precisei andar. Estava meio gelada. Já estava avistando mais um posto de hidratação. Resolvi andar até lá, beber uma água, molhar a nuca, as têmporas e pulsos e procurei ficar à sombra, pro desespero passar. Deu certo.
Logo voltei a correr e no último quilômetro deu até para retomar o ritmo dos primeiros cinco quilômetros. Cruzei o pórtico de chegada com 58:21. Baixei 26 segundos o tempo em relação às 5 milhas da Mizuno. Uma façanha diante dos problemas que me apareceram no percurso. Quero isso mais não. Marquei um dez com a galera e parti feroz para casa. Direto pro banheiro. Um alívio!
#unfollowday
Já estive em um grupo do Yahoo. Negócio de emagrecimento. Tinha gente dos quatro cantos do país e até brazucas morando no exterior. Todos unidos em torno do mesmo objetivo: perder peso. Papo vai, papo vem, era divertido, trocávamos dicas e experiências. Te contar que emagreci na época com o apoio. Mas aí chegou a vontade de uma meia dúzia em se conhecer, de sair do virtual. Rolou. Aumentou a "intimidade". Falava mais com eles do que, sei lá, com meu irmão. Mas tudo que é bom acaba...
Muita mulher junta. Uma engravidou. Todazamigas, começaram a falar só sobre isso. Esqueceram o objetivo. Pior, rolou um efeito dominó, porque mais umas três embucharam logo em seguida, uma após a outra. Com tanta gente trocando informação sobre bebês, gravidez, enjoo, parto, etc, comecei a achar tudo meio esquisito. Eu e um amigo do grupo, os dois rubro-negros. Resolvemos falar sobre futebol ali no forum. As moças, que não gostam de um campo-bola, chiaram e pediram para pararmos. Abandonei o grupo. Até hoje falo com meu amigo rubro-negro. Só tenho contato, muito superficial, pelo #caralivro, com uma das meninas. E ela nem estava grávida.
Então... o twitter tem block, report for spam e, a melhor de todas as ferramentas, o unfollow. Encheu o saco, toma! Sem dó nem piedade. E tenho dito...
Muita mulher junta. Uma engravidou. Todazamigas, começaram a falar só sobre isso. Esqueceram o objetivo. Pior, rolou um efeito dominó, porque mais umas três embucharam logo em seguida, uma após a outra. Com tanta gente trocando informação sobre bebês, gravidez, enjoo, parto, etc, comecei a achar tudo meio esquisito. Eu e um amigo do grupo, os dois rubro-negros. Resolvemos falar sobre futebol ali no forum. As moças, que não gostam de um campo-bola, chiaram e pediram para pararmos. Abandonei o grupo. Até hoje falo com meu amigo rubro-negro. Só tenho contato, muito superficial, pelo #caralivro, com uma das meninas. E ela nem estava grávida.
Então... o twitter tem block, report for spam e, a melhor de todas as ferramentas, o unfollow. Encheu o saco, toma! Sem dó nem piedade. E tenho dito...
terça-feira, julho 5
Olha o cabelo!!!!
Quando estamos num relacionamento a tempo suficiente para não precisarmos mais nos preocupar com o estado do nosso cabelo ou da roupa que estamos vestindo, isso é um sinal de alerta que poucas pessoas conseguem captar. Porque daí começamos a relaxar também em outro setor igualmente importante, as boas maneiras; talvez por consideramos que o outro está ganho ou que, como já nos conhece bem, deixará pra lá.
Aí passamos a esquecer sistematicamente pequenas gentilezas que continuamos a oferecer para estranhos como "obrigada" e "por favor".
Respostas atravessadas, mau humor, pedidos ríspidos. Apesar de tudo isso parecer intimidade, na verdade é apenas uma desculpa para tornarmos o outro uma espécie de nós mesmos. Por mais que tenhamos problemas, não podemos aceitar que nossa cara-metade seja desrespeitada ou tratada mal apenas para provar que nos ama o tempo todo.
Que atire a primeira pedra a mulher que nunca usou isso de termômetro para medir o amor. Aquela famosa frase "depois de tudo o que eu já fiz, ele continua aqui comigo, então realmente me ama". Gente, isso é castigo.
Se nos colocarmos na posição do outro, vemos o quanto é difícil lidar com um companheiro que está constantemente irritado, desequilibrado, dizendo grosserias, deixando-nos simplesmente sem uma resposta sobre determinado assunto ou saindo sem dizer aonde vai, entre tantas outras desconsiderações.
Por isso, pense um pouco se você não está fazendo isso com a pessoa que mais ama. Faça aí seu check-list:
- Dizer por favor e obrigada
- Considerar a opinião do outro sem rebater rapidamente
- Ser menos crítico ou julgador
- Não aumentar o tom de voz para se impor
- Levar em consideração o desejo e a disponibilidade do outro
- Não fazer chantagem emocional para conseguir o quer
- Não ficar falando sem parar, sem observar se não está atrapalhando
Tudo bem que tem dias, motivos,momentos, em que não dá pra segurar. Só temos que evitar tornar as pequenas explosões um hábito. Aprendi isso apanhando. Hoje estou bem menos descompensada, me controlo melhor. Com isso em mente, cria-se uma relação agradável, cheia de respeito e compreensão.
Mesmo porque, quando achamos que o outro está ganho, deixamos de nos esforçar, melhorar e até mesmo surpreender. E não há intimidade que suporte a mesmice do cotidiano (aquele cotidiano chato, porque, né, fugir da rotina, quem consegue?).
Então, que tal sempre olhar seu amor como alguém que você acabou de conhecer e que precisa conquistar?
E, claro, não deixe de ir ao salão de beleza. Periodicamente.
Aí passamos a esquecer sistematicamente pequenas gentilezas que continuamos a oferecer para estranhos como "obrigada" e "por favor".
Respostas atravessadas, mau humor, pedidos ríspidos. Apesar de tudo isso parecer intimidade, na verdade é apenas uma desculpa para tornarmos o outro uma espécie de nós mesmos. Por mais que tenhamos problemas, não podemos aceitar que nossa cara-metade seja desrespeitada ou tratada mal apenas para provar que nos ama o tempo todo.
Que atire a primeira pedra a mulher que nunca usou isso de termômetro para medir o amor. Aquela famosa frase "depois de tudo o que eu já fiz, ele continua aqui comigo, então realmente me ama". Gente, isso é castigo.
Se nos colocarmos na posição do outro, vemos o quanto é difícil lidar com um companheiro que está constantemente irritado, desequilibrado, dizendo grosserias, deixando-nos simplesmente sem uma resposta sobre determinado assunto ou saindo sem dizer aonde vai, entre tantas outras desconsiderações.
Por isso, pense um pouco se você não está fazendo isso com a pessoa que mais ama. Faça aí seu check-list:
- Dizer por favor e obrigada
- Considerar a opinião do outro sem rebater rapidamente
- Ser menos crítico ou julgador
- Não aumentar o tom de voz para se impor
- Levar em consideração o desejo e a disponibilidade do outro
- Não fazer chantagem emocional para conseguir o quer
- Não ficar falando sem parar, sem observar se não está atrapalhando
Tudo bem que tem dias, motivos,momentos, em que não dá pra segurar. Só temos que evitar tornar as pequenas explosões um hábito. Aprendi isso apanhando. Hoje estou bem menos descompensada, me controlo melhor. Com isso em mente, cria-se uma relação agradável, cheia de respeito e compreensão.
Mesmo porque, quando achamos que o outro está ganho, deixamos de nos esforçar, melhorar e até mesmo surpreender. E não há intimidade que suporte a mesmice do cotidiano (aquele cotidiano chato, porque, né, fugir da rotina, quem consegue?).
Então, que tal sempre olhar seu amor como alguém que você acabou de conhecer e que precisa conquistar?
E, claro, não deixe de ir ao salão de beleza. Periodicamente.
segunda-feira, julho 4
Reaprendendo
Julho chegou. Com ele, o meio do ano, o friozinho e treinos pesados e mais sérios. O problema todo é aprender a treinar sozinha. Tenho fama de atrasada. Mas é melhor eu me atrasar do que não ir; e quando não tem ninguém me esperando, a vontade de ir é pequenininha, pequenininha. Quando o termômetro indica temperaturas abaixo dos 22 graus, então, sair da cama se torna um martírio. E o esforço é supremo.
Fato é que estou meio órfã de treinador. Ele não me abandonou por completo. Coordena os treinos, orienta, cobra. Mas vou te contar que às vezes dá uma vontade danada de inventar resultados, dizer que eu fui sim e pronto. Quem vai me vigiar?
Eu sei, eu sei, eu sei responder: minha consciência. Até ela eu poderia ludibriar. Mas aí, como fazer para alcançar resultados? Minha sorte é que agora eu tenho na mente a lembrança dos 8k completos. Aquele instante de felicidade e surpresa, a satisfação de ter feito você mesma, a sensação de ter conseguido. Não dá para explicar. Não dá porque vem junto uma vontade de quero mais, posso melhorar. É indescritível.
Por isso que, no máximo, eu tenho adiado o inevitável: se não levanto cedo, no frio, para correr, por razões óbvias de preguiça e procrastinação, no fim do dia eu não fujo à luta.
Readaptação é o meu nome do meio!
E viva a definição de @LetBon: "Correr: dói mas é bom".
Fato é que estou meio órfã de treinador. Ele não me abandonou por completo. Coordena os treinos, orienta, cobra. Mas vou te contar que às vezes dá uma vontade danada de inventar resultados, dizer que eu fui sim e pronto. Quem vai me vigiar?
Eu sei, eu sei, eu sei responder: minha consciência. Até ela eu poderia ludibriar. Mas aí, como fazer para alcançar resultados? Minha sorte é que agora eu tenho na mente a lembrança dos 8k completos. Aquele instante de felicidade e surpresa, a satisfação de ter feito você mesma, a sensação de ter conseguido. Não dá para explicar. Não dá porque vem junto uma vontade de quero mais, posso melhorar. É indescritível.
Por isso que, no máximo, eu tenho adiado o inevitável: se não levanto cedo, no frio, para correr, por razões óbvias de preguiça e procrastinação, no fim do dia eu não fujo à luta.
Readaptação é o meu nome do meio!
E viva a definição de @LetBon: "Correr: dói mas é bom".
Rinocerontes
Não é todo mundo que gosta de Woody Allen. Eu, inclusive. A situação piorou depois daquele bafafá com a filha adotada. Enfim... Apesar da implicância, tem sempre alguém que me obriga a assistir a seus filmes; e vejo para poder criticar também, né. Preciso de embasamento, afinal de contas.
Estranhamente (ou obviamente), não foi o que aconteceu com Meia-noite em Paris. Certamente pela oportunidade de rever a Cidade Luz. Talvez por Owen Wilson, o alter ergo na película da vez, que me cativou totalmente em Marley & Eu. Depois que eu soube - não leio críticas antes de ir ao cinema; fico só nas sinopses - que o filme tinha um quê de Rosa Púrpura do Cairo, na minha humilde opinião, um dos melhores filmes que vi, apesar de ser daquele chato de galocha, resolvi deixar as "diferenças" com o cineasta de lado.
Já nos primeiros cinco minutos de filme, quem conhece a Cidade Luz se dá por satisfeito e rola uma vontadezinha de ir embora, com medo do diretor estragar a sensação tão boa que fica com aquele passeio do nascer do dia à noite em Paris. Parece que estamos lá de novo, no frio, esperando a dama de ferro piscar (não maldem, seus tarados!). Tudo bem que Gil é Woody Allen. Um Woody Allen mais apresentável na pele de Owen Wilson. Mas Gil também sou eu: a pessoa que passeia pelas ruas de Paris e só fala que quer morar lá. Pior, ele é aquela pessoa que quer viver na sua Idade de Ouro. Também sou dessas, presa ao passado que não foi meu. Só que Gil é salvo pelas 12 badaladas de um relógio mágico que abre uma fenda no espaço-tempo, pontualmente, à meia-noite em Paris.
Salvador Dalí, Man Ray, Luis Buñuel, Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S. Eliot, Cole Porter, Pablo Picasso, Degas e Gauguin - nem precisava encontrar com nenhum deles. Só andar de novo pelas ruas de Paris já tava de bom tamanho. Todo mundo merece passar por isso na vida. Até quem te odeia.
Estranhamente (ou obviamente), não foi o que aconteceu com Meia-noite em Paris. Certamente pela oportunidade de rever a Cidade Luz. Talvez por Owen Wilson, o alter ergo na película da vez, que me cativou totalmente em Marley & Eu. Depois que eu soube - não leio críticas antes de ir ao cinema; fico só nas sinopses - que o filme tinha um quê de Rosa Púrpura do Cairo, na minha humilde opinião, um dos melhores filmes que vi, apesar de ser daquele chato de galocha, resolvi deixar as "diferenças" com o cineasta de lado.
Já nos primeiros cinco minutos de filme, quem conhece a Cidade Luz se dá por satisfeito e rola uma vontadezinha de ir embora, com medo do diretor estragar a sensação tão boa que fica com aquele passeio do nascer do dia à noite em Paris. Parece que estamos lá de novo, no frio, esperando a dama de ferro piscar (não maldem, seus tarados!). Tudo bem que Gil é Woody Allen. Um Woody Allen mais apresentável na pele de Owen Wilson. Mas Gil também sou eu: a pessoa que passeia pelas ruas de Paris e só fala que quer morar lá. Pior, ele é aquela pessoa que quer viver na sua Idade de Ouro. Também sou dessas, presa ao passado que não foi meu. Só que Gil é salvo pelas 12 badaladas de um relógio mágico que abre uma fenda no espaço-tempo, pontualmente, à meia-noite em Paris.
Salvador Dalí, Man Ray, Luis Buñuel, Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, T.S. Eliot, Cole Porter, Pablo Picasso, Degas e Gauguin - nem precisava encontrar com nenhum deles. Só andar de novo pelas ruas de Paris já tava de bom tamanho. Todo mundo merece passar por isso na vida. Até quem te odeia.
