Em Edimburgh e em Londres, onde se dirige "do lado errado", os carros já param na rua se você chega perto do meio-fio. Comecei este post com esses dois exemplos porque foi uma experiência que eu mesma vivi, e porque acredito que foi criada realmente pela noção de ser diferente e de se ter um cuidado extremo com os visitantes, que demoram a se acostumar a olhar para o lado "errado" antes de atravessar a rua. Mas em Paris, por exemplo, onde é tudo igual ao Brasil, acontece a mesma coisa: se você faz menção de botar o pé fora da calçada, o veículo, qualquer que seja ele, para. Até em Roma, onde o povo é quase tão sem educação quanto o nosso, os motoristas têm esse costume estranho de respeitar o pedestre.
Mas aqui não, aqui a coisa TINHA que ser diferente, porque são todos sem educação mesmo, motoristas e pedestres. Daí, resolvem botar a culpa no lado, digamos, mais frágil dessa corda de duas pontas — o pedrestre.
Acabo de ler uma notícia que me deixou pasma. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado pode votar, logo após o primeiro turno das eleições, um projeto de lei que OBRIGA OS PEDESTRES a sinalizar com o braço estendido antes de atravessar a rua NA FAIXA. Parece que já é costume em Brasília, aquele lugar estranho que foi criado no meio do nada, e querem forçar o resto do país a adotar a mesma medida estapafúrdia.
É uma daquelas notícias que você lê, faz um 'NÃO, PERA', lê de novo e continua sem acreditar que possa ser possível.
Depois querem que eu tenha esperança em algum a melhora neste país...
terça-feira, setembro 23
Quer pagar quanto?
Na boa, dane-se que o modelo está defasado, dane-se que são as Casas Bahia, dane-se que são quase dois anos pagando. Achei duca a Apple começar a olhar para a maior parcela da população brasileira de alguma forma. É um primeiro passo. Se eu não tivesse esse "princípio" de comprar apenas, e somente apenas iPhones ímpar, eu investiria num 4s mesmo, foda-se — porque o meu ainda é o 3G, foda-se de novo.
Daqui a pouco eles fecham parceria com empresas de telefonia e aí os aparelhos ficam mais baratos, mesmo que seja com delay.
Tenham fé, cacete!
sábado, setembro 20
Sabem de nada, inocentes!
Para os pobres coitados que pensam que escoceses são grandalhões de saias e cabelos vermelhos que bebem wiskhy feito água enquanto comem tripas de carneiro all day long, uma pequena lista do que esse povo maravilhoso ofereceu à humanidade:
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| Sim, a privada! |
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| TV e telefone: invenções dos escoceses |
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| Imagine sua cozinha sem elas |
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| No bike, no car, no motorcycle, no airplane without scotts |
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| Bóson de Higgs: apenas 'A partícula de Deus' |
sexta-feira, setembro 19
Caledonia
Oi. Lembram de mim por aqui?
Da minha parte, quase esqueci a senha de acesso...
Mals aê.
Resolvi voltar para lamentar o resultado do referendo escocês, que culminou com a renúncia do primeiro ministro do país, Alex Salmond, poucas horas após o 'nay' vencer o 'aye'. Em Gasglow, a São Paulo escocesa, se comparações toscas forem permitidas, onde o sim venceu com margem considerável, o ki-suco ferveu à tarde, durante a comemoração da campanha 'Better together' na George Square. Mesmo com a ação da polícia local, houve relatos de agressões a separatistas, queima da bandeira escocesa por pessoas empunhando a Union Jack Flag e até saudações nazistas para celebrar a manutenção do Reino Unido.
Aliás, duas grandes bobagens que se vinha falando na imprensa brasileira, quem mal sabe onde fica a Escócia, é que a Union Jack sofreria mudanças. Boçais. O referendo tratava de uma pergunta simples: "A Escócia deve se tornar um país independente?". A rainha da Inglaterra como chefe de Estado não entrou na questão. O plebiscito da independência só envolvia o tratado que uniu a Escócia ao restante do Reino Unido. O acordo anterior, que unificou as coroas, não estava em pauta. Mais um motivo, portanto, para que eu risse litros cada vez que alguém falava sobre o fim da bandeira mais conhecida do mudo (graças ao rock'n'roll, diga-se de passagem).
O College of Arms, inclusive, organização oficial responsável por elaborar as bandeiras cerimoniais, brasões e outros símbolos no Reino Unido, já havia avisado que não desconhecia qualquer motivo para mudanças na Union Jack, já que a realeza britânica continuaria a reinar no país, caso a campanha 'Free Scotland' saísse com pelo menos 51% dos votos no último dia 18 de setembro.
Mas eu achei graça mesmo foi ao ler hoje, no twitter, um comentário a respeito da coragem dos escoceses. Dizia que ela é boa apenas para marketing e bons filmes (provavelmente, uma referência a 'Braveheart', de Mel Gibson, que aumentou a popularidade de William Wallace no país e a catapultou para o resto do mundo), e que corajosos mesmo são os irlandeses. Oi? Gente como essa é que traduz 'Sunday bloody sunday' para 'domingo sangrento domingo', puta que o pariu. Nem um Google, né, filho? Andrew Moray, who? E Robert the Bruce, imagina, deve achar que é nome de banda, tsc.
Da minha parte, quase esqueci a senha de acesso...
Mals aê.
Resolvi voltar para lamentar o resultado do referendo escocês, que culminou com a renúncia do primeiro ministro do país, Alex Salmond, poucas horas após o 'nay' vencer o 'aye'. Em Gasglow, a São Paulo escocesa, se comparações toscas forem permitidas, onde o sim venceu com margem considerável, o ki-suco ferveu à tarde, durante a comemoração da campanha 'Better together' na George Square. Mesmo com a ação da polícia local, houve relatos de agressões a separatistas, queima da bandeira escocesa por pessoas empunhando a Union Jack Flag e até saudações nazistas para celebrar a manutenção do Reino Unido.
Aliás, duas grandes bobagens que se vinha falando na imprensa brasileira, quem mal sabe onde fica a Escócia, é que a Union Jack sofreria mudanças. Boçais. O referendo tratava de uma pergunta simples: "A Escócia deve se tornar um país independente?". A rainha da Inglaterra como chefe de Estado não entrou na questão. O plebiscito da independência só envolvia o tratado que uniu a Escócia ao restante do Reino Unido. O acordo anterior, que unificou as coroas, não estava em pauta. Mais um motivo, portanto, para que eu risse litros cada vez que alguém falava sobre o fim da bandeira mais conhecida do mudo (graças ao rock'n'roll, diga-se de passagem).
O College of Arms, inclusive, organização oficial responsável por elaborar as bandeiras cerimoniais, brasões e outros símbolos no Reino Unido, já havia avisado que não desconhecia qualquer motivo para mudanças na Union Jack, já que a realeza britânica continuaria a reinar no país, caso a campanha 'Free Scotland' saísse com pelo menos 51% dos votos no último dia 18 de setembro.
Mas eu achei graça mesmo foi ao ler hoje, no twitter, um comentário a respeito da coragem dos escoceses. Dizia que ela é boa apenas para marketing e bons filmes (provavelmente, uma referência a 'Braveheart', de Mel Gibson, que aumentou a popularidade de William Wallace no país e a catapultou para o resto do mundo), e que corajosos mesmo são os irlandeses. Oi? Gente como essa é que traduz 'Sunday bloody sunday' para 'domingo sangrento domingo', puta que o pariu. Nem um Google, né, filho? Andrew Moray, who? E Robert the Bruce, imagina, deve achar que é nome de banda, tsc.





