terça-feira, junho 28

Palhaço do mercado

Passei nas Sendas antes de ir pra casa, ontem à noite. Até demorei um pouco mais circulando — primeiro, porque era a primeira vez que eu entrava no mercado depois da reinauguração; tudo fora de ordem. A impressão que deu, além da troca da disposição das gôndolas, foi que eles só trocaram as lâmpadas.

Outro motivo foi a música: tava tocando The Smiths...

Enfim, antes que eu entristeça de novo, vou contar o probleminha no caixa.

Tinha só um sujeito na minha frente. Já passava um pouco das 9 horas. O mercado meio vazião. Não tinha empacotadora, lógico. O que as pessoas normais fazem? Empacotam suas prórpias compras, certo? Mas o bruto não era normal não. O palhaço do mercado ficou enchendo a moça do caixa:

— Não tem ajudante não? Não tem ajudante não?

E não se mexeu pra botar as compras na bolsa. A moça registrou tudo e ainda teve que empacotar. Eu não me contive:

— Amigo, quando não tem empacotador, é o próprio cliente quem empacota, pra não atrapalhar o serviço da caixa e nem atrasar quem está na fila...

Nem assim. Ele esperou a garota empacotar tudo e só depois pagou. E ainda ficou perobando:

— Tá tudo aqui? Tá tudo certinho? Não tá faltando nada?

Deu vontade de mandar à merda...

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