Tava lembrando do meu primeiro emprego. Trabalhei em um mini-lab, desses que revelam filmes em 1 hora. Na época, era novidade. Acabei lá por acaso. E por sorte.
Fui tentar vaga numa locadora na Tijuca. Já estava preenchida. Um rapaz da fila, que logo de desfez, me chamou:
— Tem uma seleção pra uma loja mais ali na frente, quer ir?
Fui. Ele não passou; eu, sim. Coisas da vida.
Eu tinha 18 anos e uma letra bem bacana. Foi isso, aliás (a letra, não a idade, seus pecaminosos!), que me deu a vaga. De acordo com o o dono da loja, seu George Josuá, eu nem tinha tanta qualificação assim, mas, pela minha letra, ele achou que era uma pesoa organizada, fundamental para o emprego.
So fosse hoje, com o advento da tecnologia e anos de "apurator", ainda tava nas filas da vida.
Sem falar que estou longe de ser uma pessoa organizada...
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