domingo, julho 18

Ah, é, é?

Tava aqui, vagando pela web, quando uma lembrança assaltou minha memória (se é que vocês me entendem). Um fato isolado, uma passagem rápida, que nem sei bem quanto tempo já faz, mas que voltou pra minha cabeça assim , de repente, sem mais e sem menos, sem pé e nem cabeça. Mas incomodou...

Tive uma época de cabelo curtinho. Passei do 'joãozinho' pro chanelzinho, bem na altura da orelha mesmo. Por opção e por pressão, tudo ao mesmo tempo. Meu cabelo, simplesmente, não crescia. Adotei o corte por achá-lo carmoso. Confesso que era bem prático mesmo. Mas homens não gostam de cabelos curtinhos. Isso é fato. Não acredita? Faz uma enquete na família, entre amigos, na repartição, sei lá, e comprova...

Então... ostentava eu um chanelzinho charmoso, arrumadinho, elegante. Encontrei com uma de minhas primas na rua; fazia um tempo que não nos víamos e ela resolveu tecer um elogio daqueles bem tortos.

- Adorei seu cabelo! Tá lindo! Quando eu ficar mais velha, vou querer usar o meu assim também!

Na época, não sei que bicho me mordeu, mas não lembro de ter retrucado. Acho que nem percebi direito o que ela falou e fiquei no 'ah, é, é?'. E olha que foi a época em que eu tava tolerância menos um. Mas agora que eu lembrei... ah... bateu um ódio!

Helo-ou! Pinta de velha tá a senhora sua mãe! E não fode, que tu sempre foi e sempre será mais velha, simplesmente porque chegou ao mundo antes de mim.

Ufa! Fiquei mais aliviada. Nunca é tarde demais pra dar um respostão que desopile o fígado.

Mesmo que seja só aqui no blog.

E um dia eu ainda faço a acareação que a minha terapeuta me recomendou. É só chegar a hora certa. Mas ela chega, ah, se chega!

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