quinta-feira, dezembro 29

Retrô 2011

Ok, perdi a parceiria, este ano, do Video Show - estou atrasada em um dia. Mas tudo bem, porque eu pouco apareci por aqui nos últimos 365 dias. Culpa do twitter, que possibilita atualizar meus pensamentos sem sequer pensar muito. É ótimo! Bem, vamos ao tradicional resumo das estatísticas: em um ano (de 28/12/2010 a 28/12/2011), das 6.412 visitas ao pedaço, 5.070 foram de visitantes únicos, totalizando 78,23% de novas visitas. Nada mal... principalmente para a queda no total de posts: 119, o número mais baixo desde que esta bagaça deu o ar de sua graça no www. E, acreditem ou não, teve gente que foi e voltou. Bastante gente, por sinal: 1.385doidos (21,60%).

Do meu total de visitas, a maioria - 782 (41,16%) - parou aqui por intermédio do blogger.com, ou seja, já conhecem o endereço do lojinha direitinho. As demais campeãs de referencial foram, na ordem:
   
google.com.br - 582 (30,63%)
twitter.com - 144 (7,58%)
cronicasdesaias.blogspot.com - 134 (7,05%)
frasesdavida.wordpress.com - 46    (2,42%)
google.com - 46    (2,42%)
google.pt - 30    (1,58%)
enfim.blogspot.com - 12    (0,63%)
comunicacaodequatro.blogspot.com - 11 (0,58%)
facebook.com - 11 (0,58%)


A estatística ficou assim:


52,90% de tráfego de pesquisa -----> 3.392 visitas
29,63% de tráfego de referência ----> 1.900 visitas
17,47% de tráfego direto ----> 1.120 Visitas
Foram 50 visitas de celulares! Incrível! Saca só...
Apple iPad - 10       
(not set) - 6   
Nokia C3-00 - 6   
Apple iPhone - 1
Nokia XpressMusic - 1   
SonyEricsson E10a Xperia X10 Mini - 1

A internacionalização continua. Ok. A maioria dos visitantes é brazuca mesmo... A novidade no top 10 é a Suíça, olhaê:

1.Brazil - 5.771
2.Portugal - 388
3.United States - 59
4.(not set) - 25
5.Spain    - 19
6.France - 18
7.United Kingdom - 17
8.Germany - 11
9.Japan    - 10
10.Switzerland - 9

Em terras brazilis, audiência do Oiapoque ao Chuí...

1.Rio de Janeiro- 2.335
2.Sao Paulo- 1.337
3.Minas Gerais- 376
4.Rio Grande do Sul- 262
5.Parana- 259
6.Bahia- 173
7.Federal District- 150
8.Pernambuco- 133
9.Santa Catarina- 132
10.Ceara- 122
11.Goias- 84
12.Espirito Santo- 65
13.Rio Grande do Norte- 41
14.Paraiba- 40
15.Para- 38
16.Mato Grosso do Sul- 36
17.Maranhao- 30
18.Amazonas- 29
19.Mato Grosso- 27
20.Sergipe- 22
21.Piaui- 18
22.Alagoas- 17
23.Rondonia- 17
24.(not set)- 12
25.Tocantins- 11
26.Roraima- 2
27.Acre- 2
28.Amapa- 1   

Pronto. Cabô. Fiquei com preguiça de fazer o mês a mês. É isso. Bora correr...

Longevidade

Demorei, mas aí está o relato da última corrida do ano no Rio de Janeiro. Para ficar perfeito, apesar de estarmos às portas do verão senegalês, digo, carioca, o tempo estava nublado e até caiu uma garoazinha beeeem de leve para refrescar ainda mais. Os 6k foram na orla de Copacabana. A Princesinha do Mar me recebeu muito bem: não havia muitos atletas, largada antes das 8 da manhã e temperatura inicial de 22ºC. No meio da corrida já estava em 28ºC, mas tudo bem...

Larguei com calma, junto com a Priscila, depois de bebermos água, para espantar o calor. Estava um tanto quanto abafado, mesmo sem sol a pino. Ela logo tomou a dianteira e eu fui naquele meu trotezinho maroto. Não tenho qualquer expectativa de quebrar recordes, nem pessoais, para falar a verdade. Tudo o que eu pretendo a cada corrida é manter uma boa frequência cardíaca, ritmo e velocidade. O que eu quero, sempre, é chegar, sem caminhar. E isso eu tenho conseguido - o resto, se me der na telha, eu conquisto mais para frente.

Meu ano oficial nas corridas terminou em outubro, com a terceira etapa da Athenas, meus primeiros 10k, direto e reto, com êxito. Então, já no calor, fazer 6k em um pouquinho mais de 44min é lucro. E naquele dia foi tudo muito especial, porque depois da corrida, parti feroz para batizar meu pimpolho!

É, o ano teve alguns bons momentos, tenho que admitir...

Que venha a São Silvestre!!!

quarta-feira, dezembro 28

segunda-feira, novembro 21

Niemayer

Tudo errado. Geralmente, uma coisa ou outra eu faço errado na véspera da prova. Pela primeira vez, foi tudo. Nem morri, mas não quero dar mole pra kojak outra vez. Saca o drama: TPM, calor, subidas, lombar, joelho e só três horas de sono. O pacote foi para encarar os 8km da Corrida Caminho Niemayer. Em NITERÓI!

Cheguei a tempo de pegar a barca das 7h. Em cima do laço total. Consegui estar na largada na hora da largada. Saí normal pra forte e mantive o ritmo nos dois primeiros quilômetros. Claro que foi tudo despencando à medida que as passadas eram dadas e que nem a pilulinha black do @dubapegoretti deu jeito. Fora a subida, que fez meu joelho direito doer. Exato: o outro joelho. Andei sem o menor pudor. Afinal, foi uma sequência mega desgastante de sobe-desce-sobe-desce. Para completar, o retorno foi bem no meio da descida; parecia que a gente ia capotar na curva.

Well... a medalha tá lá em casa e, apesar de eu ter achado, várias vezes, que o tempo seria superior aos meus 10k sem andar, nem foi. Valeu, Araribóia!

sexta-feira, novembro 18

4ever alone

Nunca pensei que fosse correr. Hoje faço 10k direto, sem morrer, e já encarei até 10 milhas. Quando comecei nesse negócio aí, achei que não fosse muito longe. Imaginava que criaria uma espécie de diogodependência e nunca na vida pudesse dar um passo numa pista sem ter o treinador do meu lado, apoiando, controlando minhas passadas, me lembrando a estratégia montada, dando aquele empurrãozinho. Mas as metas foram sendo alcançadas e foram mudando (ou melhor, evoluindo) naturalmente. E hoje corro sozinha.

Não imaginava que fosse me adaptar, mas aconteceu. Hoje, até confesso que prefiro assim.

Isso, na verdade, não é muito diferente do que aconteceu comigo a minha vida inteira. Correr sozinha é um processo tão natural que parece até que sempre fiz assim. Mas, parando para pensar, é só o resultado dos conhecimentos bem transmitidos. Eu explico...

Se eu arrumo minhas coisas, cozinho, vivo, é porque fui muito bem orientada pelos meus pais. Estudo, analiso, compreendo, tiro conclusões graças à boa educação que tive. Fui bem preparada para correr. É muito provável que não pare mais. Mesmo estando pouco disciplinada nos treinos.

Quando corremos com alguém (exceto o treinador), as chances de se iniciar um bate papo são enormes. Não corro por performance, mas acho que isso me atrapalha. Preciso estar concentrada, perdida em meus pensamentos, para respirar direito, para manter o ritmo das passadas, para não desistir. Aliás, correndo é a única hora em que sinto que não divago (perceberam?). Porque sou dessas mesmo, não escondo.

Consegui criar uma rotina dentro da corrida para mim. Treinos de tiro não têm música; rodagem e provas pode. Mas quando a coisa fica feia, nas corridas, eu tiro o fone do ouvido para ouvir a voz do treinador dentro da minha cabeça. A subversiva aqui precisa de ordens para correr "direito". Fazer o quê, néam?

segunda-feira, novembro 7

Livro da vez

Voltei ao mesmo assunto... rs...

sábado, novembro 5

Finalmente, 10k

A-ha, u-hu / Perimetral é nossa!
Desde a gracinha nas 10 Milhas Garoto, em agosto, que me rendeu dores constantes na lombar, venho treinando aos trancos e barrancos para cumprir minha meta na corrida deste ano - fazer 10k sem caminhar. E tudo isso com o treinador a distância, o que faz com que a gente perca aquele empurrãozinho fundamental para seguir em frente, superando esses obstáculos que teimam em surgir no nosso caminho. Enfim, sobre esse período meio turbulento de treinos eu até já falei num, post anterior...

Chegada a hora, a Lei de Murphy resolve estacionar. Bem na semana da prova, bateu um desalento, um desânimo quase incontrolável. Acho que era puro cagaço.Conversei com o treinador; já havia rolado um mega apoio naquela prova de 9k em Niterói. Mas aquela sensação estranha continuava, e os números nos treinos não estavam ajudando. Foi uma queda significativa nos resultados e, até agora, não sei se puramente por medo, cansaço, calor ou tudo junto e misturado. Não sei. Até via Facebook rolou aquela orientação psicológica, mas eu continuava tensa.

Rio de Janeiro já a 40ºC, eu me borrando de não conseguir cumprir minha meta. Minha fixação, naquela semana, foi com os sites de previsão de tempo. Garantiam chuva para o fim de semana, com nuvens espessas e queda na temperatura começando na sexta. No sábado, o céu ainda estava de brigadeiro. Calor exalando. E toca pegar kit aqui, ali, dia chato, negócio de velório do amigo do marido... E nada de conseguir falar com treinador. Manda SMS, liga. ele não etende; ele liga, eu não escuto o celular tocar. Foi gato e rato, viu. Resultado: fui correr em pânico, sem minha preleção, confiança zero.

Por volta de quatro da matina, acordo com um barulho de deixar cabelo da nuca em pé. São Pedro estava providenciando aquela mudancinha de clima pra mim, cheio dos exageros. Caiu um puta temporal no Rio. Pensei que a corrida ia babar. Resolvi nem levantar da cama para espiar pela janela; virei pro lado e peguei no sono de novo, porque né. Levantei às 5h30, com um dia lindo: nuvens pesadas, ventinho frio e asfalto molhado.

Nunca corri na chuva. Pelo menos não numa chuva de molhar tênis, meia e tudo mais. Só peguei garoazinha uma ou duas vezes em treinos e uns pinguinhos de nada na WRun. Peguei o caminho do Aterro, encontrei cazamiga e pernas pra que te quero. A essa altura, as nuvens já sumiam do céu e o sol começava a dar as caras, embora um tanto pálido. Dada a largada, a gente vai se desvencilhando dos outros; gosto de correr sozinha, prefiro que não me puxem e, muito menos, que me empurrem. Mas, desta vez, Aline ficou ali ao alcance dos meus olhos. Explico: estávamos as duas para fazer os 10k. A esperta aqui deu uma de Isabel Cristina (piada interna, sorry) e nem olhou o percurso no site do circuito. Achei, não sei por que cargas d´água, que seria igual aos demais 10k que rolam pelo Aterro. Que nada... Tinha surpresa à minha espera.

Fomos em direção ao Santos Dumont. Pensei "beleza, daqui a pouco pinta o retorno". Tô vendo aquela massa de corredores subindo a perimetral, lá longe, e ninguém voltando pela outra pista. Imaginei que eram todos atletas de 21k. Um minuto depois, vi que era um absurdo aquela linha de pensamento: "como assim NINGUÉM nos 10k". Aquilo começou a me dar uma neura. "Putaquepariu, perdi o retorno, caralho". "Quê que eu vou fazer, MELDELS; 21k eu morro no meio do caminho, cacete". Procurava a Aline e ela estava ali, logo à minha frente. "Estou no caminho certo"! Mas como?! A organização da prova resolveu dar um presentinho pros corredores: subir a perimetral. Presente de grego, néam?!

Momento de hidratação
O retorno, em 5k, era ali na altura do cais do porto. Era também onde estava o primeiro posto de hidratação. O que eu, bufando horrores, achei um absurdo. O sol não castigava, mas também não dava um refresco não. Manter a frequência cardíaca em 85% na subida, nervosa e já sentindo os primeiros sintomas de calor não estava nada fácil. E eu não podia andar, né. Tava no "contrato". Encarei subida e tudo, que, graças ao bom pai, não era assim tão íngreme, mas deixava quem está nada acostumada bem desgastada. O resultado do esforço, na planilha do meu Garmin, é de morrer de rir...

Claro que água eram dois copinhos - um para dentro e o outro para a cabeça. A boa notícia é que dali para frente começaria a descida. Embora o cansaço diminua, os cuidados precisam ser quase os mesmos que na subida, para evitar lesão. Não dá para empolgar e pensar que "pra baixo todo santo ajuda". Quando dei por mim, já chegava aos 8k, em novo posto de hidratação. Solzinho mais animado. Tentei aumentar o ritmo quando saí da perimetral e peguei o plano do Aterro. Mas estava cansada e tive medo de quebrar e botar tudo a perder. Tentei controlar o ritmo de maneira que ficasse beeeem confortável. Ficou tão confortável que cheguei, 1:15 depois da largada, parecendo que tinha andado 100 metros. Leva a mal não...

Liguei para marids, para minha mãe e mandei um torpedão pro treinador. A resposta veio rápida. E muito bacana:
Muito feliz por você! Mais uma meta que você alcançou... Isso prova sua força. Foi uma vitória sua e fico satisfeito em ter participação nela! Que esse momento fiquei de lição na sua vida... quando você quer uma coisa de verdade, você consegue, basta ter coragem para encarar os desafios! Parabéns!
Diogo da Matta

terça-feira, outubro 25

2012: ano draconiano

Segundo a astrologia, o próximo ano do dragão será em 2012, sendo regido pelo Dragão da Água. Tal dragão é considerado o menor tipo de Dragão Imperador que está associado ao crescimento e à expansão dos nativos desse signo, onde o ego será trabalhado para ser menos egoísta. A sua filosofia de vida prega a sua imposição aos outros, apesar de não ser vingativo com aqueles que seguem caminhos opostos ao dele. Sobretudo ele é um dragão democrático e liberal, aceitando a derrota e/ou rejeição sem se defender.

Geralmente, no Ano do Dragão, deve-se prestar atenção para os 4 ventos, buscando a sorte para ser realizado projetos grandiosos e arrojados. O espírito indomável dos nativos de dragão dará uma maior dimensão as coisas da vida. Porém, não se pode subestimar ou anular todos os potenciais dragônicos neste ano combustível. "As coisas parecem melhor do que realmente são".

Embora seja um ano positivo e favorável para a área financeira, o dinheiro deve ser bem administrado para não gerar perdas significativas. Nesse sentido, o dragão precisa ser cauteloso para evitar negociações arriscadas.

Para os orientais, o Ano do Dragão é bastante auspicioso, sendo um ano propício para o casamento, a reprodução, o início de novos empreendimentos, porque é dragão benevolente traz a boa fortuna (o segredo da sua fortuna está na sorte presente em tudo) e a felicidade.

Outros aspectos característicos do signo de Dragão:

As horas governadas pelo Dragão: 7 a.m. às 9 a.m

Sentido do seu Signo: Leste-Sudeste

Princípio da estação e mês: Primavera - Abril

Corresponde ao Signo ocidental: Carneiro (Aries)

Elemento fixo: Madeira

Haste: Positivo

Cor: Dourado, cor-de-laranja

Fragrância: Água de colónia

Bebida: Sumo de fruta

Condimento: Alho

Animal: Touro

Flor: Rosa

Árvore: Pinheiro

Metal: Ouro

Pedra preciosa: Rubi

Dia do Mês: 25

Número: 9

Fonte: www

sexta-feira, outubro 21

De volta, com 9k

Valeu a pena encarar os 16km entre Vitória e Vila Velha, em agosto. Mas paguei um preço alto pela brincadeira: praticamente um mês e meio sem treinar como deveria, só tratando de me livrar das dores na lombar, que adquiriram um efeito iô-iô ultra mega irritante, por ser absurdamente enganador. Quando penso que vai melhorar, ela volta com força total. Desde então, estou nessa briga.

Treinador, sempre muito cuidadoso, optou, inicialmente por diminuir minha carga na musculação a praticamente uma fisioterapia. Quase a totalidade dos exercícios foram mudados. Spinning foi liberado com precaução e a corrida, suspensa. As dores persistiam. Entramos num acordo, porque eu já temia não ter fôlego para correr nunca mais, perder toda a base do início do ano e tal. Fiz uma proposta de trabalho audaciosa: voltar a correr com moderação e ir aumentando a frequência devagar, suspender o spinning por tempo indeterminado e não faltar um dia sequer à musculação, que virou mesmo a minha fisioterapia. Treinador aceitou e lá fomos nós entrar de cabeça no projeto. Deu certo.

Meu teste seriam os 5k da Etapa Primavera - Circuito das Estações Adidas. Mas quis Deus que fosse adiado uma semana. Minhas companheiras de asfalto (credo, parece que temos cafetão!) estavam debilitadas - leia-se, aqui, longão na véspera e cachaça, muita cachaça, cada um na sua. Caminhamos e batemos, todas nossos recordes na distância: mais de uma hora para completar o percurso! Hahahahahaha. Foi muito papo para pouco chão do Aterro. Tudo vale para fechar logo a poUrra da mandala e tirar, de uma vez por todas, o circuito lotação do currículo.

Enfim, como estava tudo escrito, ganhei, naquela mesma semana, um não, mas DOIS sorteios de inscrições para a corrida P!QUE Unimed, em Niterói. Nada como correr em casa para dar ainda mais confiança. Só que o teste, no lugar de 5, teria 9k, e em vez de um perscurso plano, passaria a ter umas subidinhas sinistras, a do MAC e a temida Fróes.

A estratégia montada era simples: correr a maior parte do percurso possível, evitando as subidas mais íngremes, dentro de uma zona de treino média, o que significava não ultrapassar os 85% da frequência cardíaca máxima. Fui lá e venci. Com louvor. A medalha dessa corrida com certeza terá um valor especial para mim, e ficará guardada com muito carinho.

O dia estava perfeito. Apesar da mudança para o horário de verão ter ocorrido na véspera, o clima estava com uma temperatura agradabilíssima, em torno dos 18ºC. Mesmo nublado, com muita chuva na véspera, até São Pedro colaborou e deu uma trégua bacana - não caiu uma gota do céu. Largamos da Concha Acústica, ali perto da estação das Barcas. Márcio foi comigo e ficou me esperando na chegada, perto da estação das Barcas em Charitas. Minha preocupação, durante todo o percurso de 9k, cruzado em 1h09, não foi se a lombar doeria, nem se meu joelho suportaria as subidas, mas se Márcio chegaria em Charitas.

Nem foi a minha primeira vez nesse mesmo percurso. Estive lá no início do ano, no Circuito Run & Fun. Na época, achei a subida do MAC mega tranquila e tive uma puta dificuldade de encarar a Fróes. Virou tudo. Os 300m de uma subida mais íngreme do MAC fizeram meu joelho dar uma reclamada. Parei de correr na mesma hora e subi caminhando. Mesmo assim doeu, o que me obrigou a continuar andando mais um pedaço, até que a dor passasse. Venci toda a extensão da praia na corrida e só parei na subida da Fróes. Dessta vez, não a achei assim tão assustadora. Eu, que andei por aquelas curvas quase me arrastando da outra vez, doida para que aquilo acabasse de uma vez, consegui caminhar forte quando a subida ficava mais íngreme, voltando a correr uns pedaços que se tornavam quase planos. Passou bem mais rápido!

Logo, logo, fazia a curva para chegar à Praia de São Francisco e, de lá, até as barcas, em Charitas, correndo e feliz. Cerca de mais 3,2k - porque o pórtico de chegava foi montados 200m depois da marcação dos 9k, sabe-se lá Deus por qual motivo!

Que venham os 10k no mês 10!

sexta-feira, outubro 14

quinta-feira, outubro 13

Arrepiei! Chorei!


É isso que eu quero para minha vida. Pelo menos uma vez, uma vezinha só...

segunda-feira, outubro 3

quinta-feira, setembro 22

terça-feira, setembro 20

Salvem as unhas

Voltei a roer unhas. Digo voltei porque não parece mais ser uma coisa pontual, mas (espero) temporária. De longo prazo. Porque tá incontrolável. Tenho ódio de olhar para minhas próprias mãos.

Meu novo esporte é ficar imaginando o que a terapeuta poderia dizer sobre isso, porque, por mais que eu pense a respeito, não consigo chegar a uma conclusão de qual motivo é esse que me faz levar os dedos à boca e arrancar um naco de unha para jogá-la no lixo.

Teve um dia em que foi quase canibalesco. Confesso que uns dedos chegaram a doer.

Estou envergonhada. Já tentei fazer a unha direitinho e tal. Mas já fui lá futucar umas e outras quando pareca que estava voltando a ter controle sobre esse ato insano. Só pode ser estresse, mas o que me estressa a esse ponto? O quê? Não sei, não acho, ninguém sabe, ninguém viu...

E seguem minhas unhas cotocudas...

PS: tem um band-aid no dedo mindinho: sangrou...

segunda-feira, setembro 19

segunda-feira, setembro 12

Tô lendo

#VamosAcompanhar...

#SegundaSemCarne

Faz um tempo, resolvi aderir à campanha criada por Sir James Paul McCartney. Estou me empenhando desde então, e só na ocasião do aniversário do meu pai,em agosto, é que transferi esse posicionamento para #TerçaSemCarne.

Sofri um pouco no início. Não conseguia pensar num prato sem carne. Agora já tiro de letra. Só acho, ainda, estar muito, muito distante o dia em que abandonarei por completo a ingestão de carne. O vegetarianismo não é para mim. Não me vejo sem um bife, sem um churrasco, sem um peixe assado, sem peru no Natal.

Admiro fortemente quem consegue. Invejo quem achou fácil passar por essa transformação alimentar. Para mim, seria uma batalha árdua. É ir contra minha natureza, é brigar demais com corpo e mente. E já faço isso o suficiente ao incluir a corrida na minha vida. Minha natureza é a inércia, vocês sabem. Correr é um sacrifício hercúleo. Já está de bom tamanho.

Por isso, fico um pouco chateada e ao mesmo tempo constrangida quando conhecidos vegetarianos (sim, eu conheço essa gente de força de vontade!) questionam essa relação entre a alimentação e o amor pelos animais. Por exemplo: comer carne, mas ser contra rodeios. É mesmo paradoxal, concordo. Já pensei longamente no assunto. Sei que no fundo, no fundo, são pensamentos que não combinam. Mas aí entra a questão da ideologia.

Subversão e anarquismo sempre me atraíram. Mas sei que até para isso existe a hora certa. E limites. É uma maneira bem pessoal de ver as coisas. Não sou nem um pouco convencional com assunto nenhum. Também não sou dada a ideologias. Esse negócio de carregar bandeiras é para porta-estandarte, e não tenho talento para essa coisa. Não pretendo liderar e nem ser liderada em qualquer que seja o campo da vida. Prefiro deixar as coisas correrem e usar e abusar do livre-arbítrio que Deus me deu.

Então, certo e errado se confundem. Assim como liberdade e libertinagem. Concordo, discordando - porque concordar também não faz parte da minha natureza e só está no meu vocabulário para que eu possa valorizar o "discordar".

Assim, cada um na sua. Todos fazendo o que acham certo. Cada qual com o seu limite. Todos se respeitando. Olha só que maravilha viver em sociedade desse jeito!

sexta-feira, setembro 9

Desalento por aqui

Ando sumida. Trabalho, treino, tuíter, família, amigos. Tudo me consome. E não é pouco. Quando a vida entrar nos eixos, prometo que volto a ficar mais assídua. No mais, mantenham-se informados via TT ou FB, que por lá dá menos trabalho de escrever. Não preciso pensar muito. Aliás, preciso pensar nada...

Beijo pra quem for da família!

sexta-feira, agosto 26

sábado, agosto 20

Achei outro 'primo'


O rebatedor designado do Minnesota Twins que entrou para a história da MLB é meu parente. Na vitória de seu time sobre o Detroit Tigers, Jim Thome se tornou o oitavo jogador a alcançar a marca de 600 home runs ao longo da carreira. Com 40 anos, ele também é o primeiro a conseguir os home runs de número 599 e 600 em entradas consecutivas de um mesmo jogo. No sexto inning, seu home run impulsionou duas corridas, e no sétimo, impulsionou três.

“Rebater home runs pode ser muito difícil. Você senta em sua cama à noite e pensa em como será, como você fará isso. É necessário tentar relaxar e não ser tão impaciente ou sensacionalista. Enfim, é uma ótima noite”, disse o primo que bate um bolão no diamante.

Apesar de estar na casa do adversário, o simpático jogador foi ovacionado pelos torcedores dos Tigers enquanto corria pelas bases após mandar a bolinha para fora do campo pela 600ª vez desde quando estreou na MLB, em 1991. O último a entrar para o pequeno grupo de jogadores que atingiram a marca na MLB foi o terceira base dos Yankees, Alex Rodriguez, em 4 de agosto de 2010.

Registros #10Milhas

Minha primeira ponte, em solo capixaba
Alguns detalhes da vista do Convento da Penha
TODOS COME CHOCOLATE!
Vimos o jogo aqui, no Saideira, Triângulo das Bermudas!
Agora chega, tá na hora de ir dormir!
Chegamos ao ponto de largada!
Tava tudo tão bem, ainda... ai, ai...
Os companheiros dos primeiros 4km, frente...
... e costas!
Tá cheganu...
A bicha tem nome e sobrenome
O que me esperava! GZUIZ!
Tenho que contar que neguin passou gritando MENGOOOOO!
Mas, tudo bem...
... daqui de cima...
... a vista...
... é linda!
ELA, tomando conta de mim...
Malucos estão em toda parte!
Ó eu vindo. Mais ou menos no km 11. Já quase sem sentir os pés...
Todos cansados e felizes. Pode isso, Arnaldo?!
Estica e puxa. Mas a careta era por causa do sol!
Muito necessário depois de 10 milhas!
Praticamente morta!
Olha ali quem fez a foto!!!!!
Não valeu o sacrifício?!

quarta-feira, agosto 10

'Tem maios', Garoto!

Chegamos em Vitória às 8h40 da manhã de sábado. Na sexta, fui dormir meio tarde, porque o Márcio ficou no vou-não-vou até os 48 do segundo tempo. Bem, ele não foi, o que me desgastou um pouco, por motivos óbvios. Fui sozinha, e isso me deixa tensa. A sorte é que duas das minhas queridas amigas do twitter - @alinemartinelli e @ines_rj - iriam no mesmo voo. Ida e volta com boas companhias, graça ao bom Deus.

Pisei em terras capixabas com o tempo feio, nublado, até um pouco frio. Um amigo da Inês foi nos buscar no aeroporto. Ele seria nosso guia naquele dia e meio entre Vitória e Vila Velha. Deixamos nossas coisas no hotel, no quarto da Isabel; nem check-in fizemos porque estava cedo demais. Partimos para pegar os kits e emendamos com uma turistada básica nos lerês das duas cidades. O combinado era estar no hotel às 18h30, porque eu e o filho da Isabel queríamos assistir ao jogo. Depois, jantar de massas oficial das 10 Milhas Garoto, em Vila Velha, e então retorno a Vitória para dormir. A largada seria às 9h.

O que surpreendeu foi que em coisa de dez minutos de uma subida ao quarto, o céu abriu. Clareou e esquentou. Passeamos a tarde toda debaixo de sol. Já seria um prenúncio do que enfrentaria no dia seguinte. Esperava uma temperatura amena. Mas eu nunca corro no frio, é impressionante! A reboque, ver o jogo no quarto do hotel virou ver o jogo dentro de um bar no Triângulo das Bermudas (com direito a mico na hora do gol, porque fui o único ser humano que pulou dentro do boteco), o jantar de massas virou um sanduba, porque ficou tarde para ir para Vila Velha e voltar de novo para Vitória. Lá pelas 22h já estava pronta para dormir. Devo ter pego no sono uma meia hora depois, o que é incrível. Só não supera o fato de eu ter sido a primeira do grupo a despontar no saguão do hotel para o café da manhã. Às 7 horas em ponto!

Talvez o fato de ser tenso dormir sozinha com hora para acordar explique...

Chegamos na Praia de Camburi, perto do hotel, por volta das 8 horas. Encontra um, uma foto ali, encontra outro, outra foto aqui, manda as coisas pro guada-volumes, é dada a largada! Cada um por si e cada qual com seu planejamento. Os primeiros quatro quilômetros, da largada até o início da terceira ponte, segundo a estratégia montada durante o café da manhã vendo VT do jogo do Mengão, eu poderia correr. A ponte já começa subindo, e é uma subida íngreme, conforme meu joelho informou logo nos primeiros passos. Eu sabia que deveria encarar essa primeira etapa da corrida com calma. Não esperava ter uma ajudinha bem bacana do pelotão dos bombeiros e da polícia militar do Espírito Santo. Acompanhei o pace mega confortável do grupo; uma hora à frente, outra misturada a eles, às vezes só seguindo.

Começou a subir, comecei a andar. Logo, perdi o pelotão amigo de vista. Foram dois quilômetros andando calmamente. O joelho sentiu um pouco quando tentei forçar, ir mais rápido. Tive de segurar. Ficamos assim, com direito a muitas fotos... rsrsrs...

Incomodada com o sol, já sentia meus olhos arderem. Nem os óculos estavam dando conta do recado. Mas era uma coisa diferente daqui do calor do Rio. Eu não bufafa e suava desesperadamente. Mas cansava. E incomodava pra caramba, como se o sol estivesse refletindo em tudo. Uma claridade bem estranha. Passei pela placa que abria o quilômetro 7 determinada a correr sério. Estava começando a descida da ponte, o que foi bem cômodo. Mas só segurei correr mais seis. No fim do quilômetro 10, já não sentia mais o meu dedão direito. No 12, não sentia os pés. Tinha uma curva com uma placa que dizia: Praia da Sereia. Fez todo sentido, porque serias não têm pés, né.

Precisei maneirar muito. Fiquei com as pernas pesadas naquela altura. Já tinha rompido a barreira dos 10k, que até agora não foram fáceis, e dali para frente era tudo muito desconhecido para mim. Os dois quilômetros seguinte foi andando e correndo, andando e correndo. Achei melhor guardar forças para o final.

Coincidência ou não, Bono Vox cantava no meu ouvido "1, 2 3... 14". E era verdade; 14 quilômetros tinham ido embora. Era hora de voltar a correr, mesmo que não fosse uma corrida de verdade, mas um trote bem pior que do início da carreira. Fazer o quê. Eu que inventei essa moda... Cheguei ao final seguindo o cheiro do chocolate, como incentivava uma das placas do marketing da corrida.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Apesar da hora insana de largada, a corrida foi bem organizada. Simples, mas bem organizada. Os postos de hidratação estavam lá, direitinho, com água quente e gelada, a escolher, a cada dois quilômetros. No fim da ponte, um morador aspergia água refrescante sobre os corredores com uma mangueira. Aconteceu a mesma coisa lá pelo quilômetro 14, já no Centro de Vila Velha, debaixo de um sol perto das 11 da manhã.

Foi o percurso todo com gente aplaudindo ou só olhando. Os mais animados e as crianças gritavam os nomes dos corredores, impressos no número de peito. Várias vezes ouvi um "Vamo lá, Débora", "Bora, Débora!", Parabéns, Débora!" em pontos diferentes dos 16 quilômetros. Muito engraçado isso. Dizem que falam os nomes dos que chegam mais, digamos, espaçadamente, lá pro fim da corrida. Tipo eu. Precavida, aumentei o som. Tocava Live and let die no iPod.

Quando apertei o botão do meu Polar pela última vez, marcava 16 laps a 2:27:37, com frequência cardíaca média de 84%. Agradeci a companhia e prometi que o próximo a usá-lo faria bom proveito dele também.

sexta-feira, agosto 5

Astros não mentem jamais

Quando uma pessoa nasce, há um signo no horizonte leste, nascendo junto com ela. O ascendente mostra as circunstâncias de nosso nascimento, situações que influenciarão nosso comportamento durante toda a nossa vida. Assim, se você nasceu em um momento positivo para a sua família e durante o seu nascimento havia confiança, você sempre manifestará essa confiança e otimismo ao iniciar coisas novas.

É, também, como uma máscara, mas não em um sentido negativo. O ascendente funciona como uma roupagem; é aquilo que você PARECE SER. É a impressão pessoal que você transmite. É uma imagem que transmitimos, mas que está muito de acordo com o uso que fazemos dela. Assim, um ascendente em Leão, por exemplo, pode parecer caloroso ou pode parecer arrogante, e um ascendente em Libra pode parecer sociável ou muito hesitante.

Por outro lado, o ascendente também funciona como uma busca. Quando buscamos algo, nos tornamos um pouco aquilo que buscamos. É por isso que o ascendente marca tanto a nossa personalidade. Afinal, somos o sol ou somos o ascendente? Quando há muita diferença entre o Sol e o Ascendente, em geral passamos uma imagem ligeiramente diferente do que somos. Mas quando o Sol tem mais harmonia com o signo do Ascendente, não há tanta tensão entre imagem (Ascendente) e o que você na verdade é (Sol). Algumas vezes não há um choque entre o signo do Sol e o do Ascendente, e nem há harmonia. Isso produz combinações curiosas. Parte de você é assim, mas no fundo, você é o seu Sol, só que da maneira como você se conduz no mundo - Ascendente.

A coisa evolui depois dos 30, com negócio de retorno a Saturno. É, tem isso ainda. O retorno de Saturno é a volta que Saturno faz a um ponto de onde tenha saído. Essa volta leva 29 anos para ser completa. Saturno é o planeta da estruturação e do amadurecimento. Antes dos 28/29 anos nenhum indivíduo é realmente adulto. Ao voltar o ponto que ocupava no nascimento, Saturno faz com que percebamos nossas limitações e potencialidades. Até essa idade, você ainda está TENTANDO fazer algo, mas a partir dela, você TEM de fazer algo.

O que isso tem a ver com o Ascendente? Tudo. Com a conscientização, você passa a utilizar melhor as suas habilidades e tentar conseguir o que quer. E muito do que você quer está relacionado com o Ascendente. Porém, você não deixa de ser o seu Sol, e sim, amadurece o seu Ascendente, tem a chance de utilizar suas melhores habilidades se desejar. É um erro dizer que depois dos trinta anos deixamos de ser o Sol. O Sol é o seu 'eu', é aquilo que de melhor você faz, são seus talentos naturais. O talento natural de quem tem o Sol em Libra, por exemplo, é a capacidade de moderar, harmonizar e tentar buscar o equilíbrio. Só que você, libriano, tentará fazer isso através do seu Ascendente. No meu caso, será uma busca exagerada, como vem realmente sendo, porque sagitarianos têm uma tendência natural ao extremo, ao exagero.

Características de Libra
Seu lado positivo
Diplomáticos, encantadores e sociáveis. Os librianos são idealistas, pacíficos, otimistas e românticos. Têm um caráter afável e equilibrado.
Seu lado negativo
São indecisos e facilmente influenciados por terceiros. Podem mudar de opinião facilmente e ser muito condescendentes.

Descrição de Libra
Libra está entre os signos mais civilizados do zodíaco. Têm encanto, elegância, bom gosto, são amáveis e pacíficos. Gostam da beleza e da harmonia, e são capazes de serem imparciais ante os conflitos. Não obstante, uma vez que chegam a uma opinião sobre algo, não gostam de serem contrariados.

Gostam de contar com o apoio dos demais. Um libriano tende a ser sensível às necessidades dos outros e costuma ser muito sociável. Não suportam as brigas e a crueldade e são muito diplomáticos ante os conflitos. Costumam procurar o consenso ante uma situação problemática. Sabem valorizar o esforço dos demais e gostam de viver e trabalhar em equipe.

O lado negativo de um libriano é sua frivolidade, facilmente muda de opinião ou de lealdade. Não gostam da rotina e muitas vezes lhes falta capacidade para enfrentar os outros. Adoram o prazer, e isto lhes pode levar a cometer certos excessos na vida. São muito curiosos, o que pode ser um virtude, se o investem em descobrir novas coisas, mas também um defeito, se lhes leva a meter-se na vida ou nos assuntos dos outros.

Libra e o trabalho
Apesar de terem fama de desocupados, alguns librianos têm grandes ambições. Podem ter grandes carreiras diplomáticas, pois são capazes de ver ambos os lados de um debate e moderar pontos de vista opostos.

Têm um grande sentido da justiça e podem ser bons advogados, servidores públicos e banqueiros, porque são muito fiáveis. Têm capacidade como gestores, artistas, escritores, e também têm sucesso trabalhando para causas humanitárias.

Libra e as relações pessoais
Um libriano é um bom amigo, porque prefere compreender a postura do outro a perder uma amizade. Em suas relações íntimas são românticos e até sentimentais. São bons companheiros, porque compreendem a postura do cônjuge num conflito e são tolerantes com os defeitos dos outros. Também são bons pais, esforçando-se para compreender e ajudar a seus filhos enquanto crescem.

Características de Sagitário
Pelo lado positivo, são intelectuais, honestos, sinceros e simpáticos. Se caracterizam por seu otimismo, modéstia e bom humor.

Pelo lado negativo, são tão otimistas que às vezes chegam a ser irresponsáveis. São superficiais, descuidados e inquietos.

Sagitário gosta
De liberdade, de viajar, das leis, da aventura e da capacidade de compreender.

Sagitário não gosta
De sentir-se preso a uma situação, de ter que se preocupar com detalhes.

Descrição de Sagitário
Sagitário é um dos signos mais positivos do zodíaco. São versáteis e lhes encanta a aventura e o desconhecido. Têm a mente aberta para novas idéias e experiências e mantêm um atitude otimista inclusive quando as coisas parecem difíceis. São fiáveis, honestos, bons, sinceros e dispostos a lutar pelas boas causas custe o que custar.

Os sagitarianos costumam acreditar na ética e gostam de seguir os ritos da religião, de um partido político ou de uma organização. Isto pode levar-lhes a terem certas tendências supersticiosas. Encanta-lhes abarcar novos projetos e aprender sobre coisas novas. São intuitivos, bons organizadores, generosos e muito cuidadosos, o que lhes converte em bons gestores de situações e projetos.

Alguns sagitarianos têm um gênio forte, que pode aparecer ante situações que para os outros não têm importância. Também são muito impacientes quando os outros não seguem o mesmo ritmo que eles. São capazes de sacrificar-se para realizar um objetivo. Isto faz com que algumas vezes eles sejam exigentes demais.

Sagitário e o trabalho
As diversas habilidades dos sagitarianos faz com que eles possam ter sucesso num grande número de profissões. São bons docentes e predicadores, e sua capacidade para pesquisar o desconhecido lhes converte em excelentes cientistas.

Também podem ter sucesso como advogados, políticos, relações públicas, publicitários, músicos e esportistas. O fato de que lhes agrada o risco faz com que eles possam converter-se em pilotos de aviões ou de carros de corrida.

Sagitário e as relações pessoais
Basicamente, os sagitarianos são sinceros e controlados em seus relacionamentos, mesmo que possam perder a cabeça diante de uma traição. Quando sua relação é estável são excelentes esposos e pais, ainda que raras vezes consigam suprimir completamente seu espírito aventureiro.

Precisam sentir-se livres e às vezes põem seus interesses profissionais diante dos interesses sentimentais. São muito amigos, fiáveis e leais. Não têm papas na língua quando é preciso recriminar um amigo, mas sabem perdoar quando necessário.

É mais ou menos assim:

O nascimento das pessoas que tem Sagitário no ascendente foi marcado por um clima de entusiasmo, pela confiança e religiosidade. É um grande nascimento, um grande evento. Grandes expectativas envolveram o recém-nascido e o ambiente era de conforto.

Características
Jeito extrovertido. Necessidade de procurar coisas novas, espírito aventureiro e vontade de aprender. Franqueza excessiva. Tendência a exageros.

O QUE BUSCA
Este ascendente é espontâneo e otimista. Busca sempre ampliar o espaço do seu Eu ou o volume do seu corpo. Suas reações são exageradas.

quinta-feira, agosto 4

Inspire-se

Só entende quem corre...

terça-feira, agosto 2

Corporate Run

A semana foi #fail total de treinos. Ainda estava completamente debilitada com a visita de Francisco, que praticamente me derrubou na corrida da Adidas. Mas o objetivo era dar a volta por cima e encarar os 10km com a cara e com a coragem. Na véspera, como de praxe, trteinador ligou para passar as instruções. Tudo bem, foram umas advertências em tom de esporro. A estratégia era das mais simples: não forçar, fazer o que desse, passar lúcida pela linha de chegada e ser feliz assim desse jeito.

Foi minha primeira Corporate Run. Perdi no ano passado. Também, no ano passado era só início de carreira, e agora eu ulei do 8 pros 800. Tô parecendo arroz de festa, em TODAS CORRIDA!

A equipe estava formada. Quatro das #twittersrunRJ para 10km. Mas não era um revezamento, como imaginei de início. Era para compor tempo de equipe mesmo. E como nosso objetivo não era prêmio, nem pódio, nem nada disso, o objetivo era o de corrermos juntas, para cruzar a linha de chegada ao mesmo tempo. Quer dizer, no meu tempo, né, porque sou a mais lenta do grupo que já está num degrau acima, o das meia maratonas. Beleza, todos concordaram em ficar ali naquela média de turtle pace para não me deixar para trás.

As meninas correram na véspera, em Nikity. Estava calor. Eu vinha daquela semana esquisita, a outra, de uma semana de gripe brava, outra de off quase total pós meia maratona e a quarta integrante foi proibida por ordens médicas e furou, no bom sentido. Estávamos começando com o pé trocado. Para completar, apesar das previsões meteorológicas, o tempo não virou coisa nenhuma. Estava calor em pleno inverno. Largamos. Fui segurando os primeiros quilômetros num pace confortável, comprometendo minha FCM em 85% para não quebrar mais para frente. Até que notamos uma coisa: para fazer os 10km, teríamos que dar duas, DUAS voltas no MESMO percurso. Ficou chato, bateu preguiça, achamos que não valeria tamanho esforço. Estávamos ali só para relaxar. Desistimos...

Chato é que não testei a bandagem elástica da maneira que queria. Mas funcionou muitíssimo bem para os 5k. Senti nada, nadica de nada no joelho, sem joelheira. O direito é que deu uma reclamada no final. E no dia seguinte. Fiquei impressionada. Já estou aqui esboçando minha primeira matéria como celebridade, essas que eu abomino, em primeira pessoa. Mas fazer o quê, né, são os ossos do ofício, mané!

sábado, julho 30

Mundo cruel

Pensei que passaria por esta vida sem ter experiência semelhante, mas, sim, caros leitores, um sujeito mal vestido alisou minha perna. Ele trajava uma veste com a estampa da cruz de malta, mas me poupou do cinto de segurança. Esta semana, experimentei a tal da bandagem elástica, uma técnica chinesa com diversas finalidades esportivas e terapêuticas, dependendo da metodologia usada na aplicação. Em mim, o Gabriel Lima, fisioterapeuta da equipe de remo do Vasco da Gama, do time de vôlei italiano que esteve por aqui nos Jogos Mundiais Militares e, mais importante que tudo, niteroiense, aplicou contra dor.

Tudo em nome do trabalho!

Ele disse que não, mas eu acho que a fita, cor de rosa chiclete, é milagrosa. Afirmou, inclusive, que há sérios estudos científicos que comprovam os bons resultados das várias aplicações da técnica. Mas garantiu que não compactua com negócio de influência cromoterapêutica, coisa muito comum lá na China, onde a bandagem, chamada kinesio tape, foi desenvolvida. Hoje, existem várias marcas, modelos, cores e até texturas de bandagem no mercado. Segundo o Gabriel, o importante mesmo é seguir a técnica da aplicação e, por que não, desenvolvê-la e ampliar seu uso com eficiência comprovada.

Estou com a fita no joelhohá dois dias. Descobri, nesse meio tempo, que já havia me acostumado à dor, e não que o joelho estava bem. Outra constatação, com a ausência de dor do joelho crítico, que é o esquerdo, é que o direito também tem problemas -só ele dói agora. Corri na esteira e foi uma delícia. Fiz meus tiros sobre a terra batida e não senti qualquer sinal de desconforto, dá nem pra acreditar que estava sem a joelheira mesmo. O grande teste será amanhã, com 10k sobre o asfalto. Espero que a fita dure o esperado, que é de três a cinco dias. Vamos acompanhar.

Darei notícias!

quinta-feira, julho 28

Locomotiva humana

O segundo livro de corridas que li é fraco. Como literatura em si. Porque a história de Emil Zatopek é simplesmente espetacular. Um corredor batedor de recordes e autodidata. Corria feio, fazia caretas, não tinha treinador, equipe multidisciplinar e tudo o mais. E corria como um louco. Para ele, a corrida era solitária...
"Assim como na corrida, as maiores batalhas da vida são travadas na solidão. E na vida, assim como nas corridas, o importante é o ato de participar, ainda que a ilusão da vitórias nos dê forças para continuar lutando "
Emil Zatopek (1922-2000)
Chamado de Locomotiva Humana, Zatopek é o único ser humano na história a vencer as provas de 5.000m, 10.000m e uma maratona na mesma Olimpíada em que estabeleceu dois novos recordes. Isso tudo, aos 30 anos de idade. Em sua carreira, bateu 20 recordes em distâncias variadas. Foi muito mais do que apenas um grande corredor. E o livro pouco mostra isso. Uma pena.


O tcheco foi precursor de um dos treinos que mais amo fazer, os intervalados. Segundo o livro, ele gostava de sentir dor. Se não doesse, achava que não tinha treinado o suficiente. Temos isso em comum. Apenas não chego ao ponto de fazer tantas sequências de tiros até desmaiar na pista de corrida. Com ele era assim que funcionava. Queria ver até onde chegava, daquele jeito desengonçado, sem um ritmo frequente, balançando os braços e a cabeça, a fisionomia sempre expressando um esforço extremo. Uma delícia de se ver!

Mas, muito embora sua técnica não fosse perfeita à primeira vista, quase desagradável de se ver, uma coisa feia mesmo, é impressionante como suas passadas são perfeitas. O ritmo podia ser variado, confundindo seus adversários, atrapalhando, até, mas a passada era uma beleza: certinha, econômica, firme e rápida, muito rápida. Dá pra reparar neste vídeo:

Zatopek aterrisa com o meio do pé. É a tal forefoot landing, uma das técnicas mais modernas de corrida, que confere impulsão e economia de energia, ao mesmo tempo. Pisadas perfeitas. Vale prestar atenção.

Tô certa ou tô errada?

Por incrível que pareça, não darei minha opinião neste espaço nada democrático...

Uma professora de Língua Portuguesa foi entrevistada para falar sobre a preparação, na disciplina, em  concursos públicos. Na matéria, um erro de português sai entre aspas - ou seja, como se a professora tivesse falado. Se a professora joga um print da matéria, que tem seu nome, sua foto e sua declaração, com  o tal erro de português, em uma rede social, explicando que sua fala foi mudada e desafiando seus alunos seguidores a acharem o erro... #comofaz?

Eu poderia listar vávias opções aqui como múltipla escolha para vocês. O assunto foi alvo de um papo longo e acalorado na repartição.  Qual sua opinião sobre o caso?

quarta-feira, julho 27

Ói, 'disgraça'!

Que a ingestão de refrigerantes causa vários problemas ao organismo todo mundo tá cansado de ouvir. O que não tinham feito, ainda, era explicar quais os efeitos causados por uma latinha geladinha em uma hora. Uma nutricionista terrorista fez esse "favor"...

Primeiros 10 minutos: quando se toma uma lata de refrigerante (350 ml), cerca de 10 colheres de chá de açúcar chegam ao estômago, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente. O doce seria extremo e poderia causar até vômitos, mas isso não acontece devido à presença do ácido fosfórico que reduz esse gosto.

20 minutos: o nível de açúcar no sangue está em excesso, forçando uma grande liberação de insulina pelo pâncreas, hormônio que facilita a entrada da energia em nossas células. Como há uma descarga grande de açúcar, ácido fosfórico e inúmeras toxinas, o fígado fica sobrecarregado, transformando o açúcar que recebe em gordura.

40 minutos: a absorção da cafeína presente na bebida está completa. As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar no sangue. Os receptores de adenosina, que controla a energia no organismo, no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.

45 minutos: o corpo aumenta a produção do neurotransmissor dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente é a mesma reação provocada pela heroína.

50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, acelerando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que eliminará cálcio, magnésio e zinco, nutrientes essenciais para o funcionamento de vários órgãos, como coração, e ossos. Conforme vai reduzindo a satisfação proporcionada pelo açúcar e cafeína, inicia-se uma queda dos níveis de açúcar no sangue. Você começa a ficar irritadiço ou sonolento.

segunda-feira, julho 25

Adidas - etapa Inverno

Digeri o fracasso. Tô vomitando as conclusões aqui. A primeira delas é que eu, que queria guardar essa medalha por um motivo, vou pendurá-la sozinha, separada, ao alcance da minha visão, para nunca mais esquecer tudo o que senti. Acho que ela será mais importante do que as outras.

Passei de um treino horrível para um dos melhores treinos dos últimos tempos em apenas uma semana. Isso me deixou motivada, animada e confiante. Talvez, confiante até demais. Devo ter superestimado a vida, porque, mesmo com tudo isso, um clima perfeito para mim e o primeiro quilômetro dentro do planejado, levei uma rasteira danada.

Logo de cara, achei que estavam me pregando uma peça e que eu sofreria cólicas intestinais em mais uma corrida. Começou assim que passei do primeiro quilômetro. Achei que era sacanagem. O tempo estava perfeito, em todos os sentidos. Decidi ignorar. Com a garrafinha de água na mão, pensei que estava gelando porque o staff da corrida era muito eficiente. Nada. A mão que estava vazia também gelava. Percebi outra coisa: aquele rebuliço no baixo-ventre estava diferente do que tinha acontecido na corrida anterior. Estava muito ofegante, mas mal havia começado a correr. Foi aí que veio aquela pontada lancinante. Dei uma contorcida e parei de correr; mais uns passos e parei de vez. Na dúvida entre voltar, atravessar a rua e pegar um ônibus ou ligar para alguém, olhei em volta. Procurava a ambulância, mas ela só está perto quando não quero nada com ela.

Sério, achei que fosse desmaiar. Sentei no meio-fio e resolvi esperar. Controlei a respiração, massageei a barriga, molhei o rosto com a água fria, bebi uns goles e fiz umas contas rápidas. Estava adiantado, mas aquilo era cólica menstrual. Tive isso só mais uma ou duas vezes na vida. Mas só podia ser. Era mesmo.

Quando Márcio e Isabel se aproximavam do meu campo de visão, eu já estava bem melhor. Pelo menos não parecia mais que estavam enfiando uma lâmina afiada pelo meu umbigo. Fui em direção a eles, que levaram um susto, mas pensaram que fosse alguma coisa com o joelho. O resto do percurso fizemos juntos, passeando, como disseram.

O medo de apagar sozinha ali no Aterro foi maior. Mas a frustração não deu mole nem para a dor que eu senti naquela hora. O primeiro pensamento foi de derrota total. Fracasso, véi. O segundo foi de largar essa porra toda pra lá. Parar de querer ser engraçada, afinal, não nasci para ser atleta. Um treino perfeito todinho jogado no lixo. O impulso foi doar a medalha. Mas deixei a bicha escondida dentro da bolsa. Nem queria olhar para ela. De marca da minha frustração, ela vai virar emblema da minha resiliência. Anotem isso!

Ainda perambulei um pouco ali no Aterro. Tinha que pegar minhas coisas na assessoria da Isabel. Mas acabei não indo ao almoço que estava programado. Também não fui ver o Waltinho no hospital. Foi banho, comida e cama. Bateu uma depressão. Estava com a barriga toda dolorida. Respirava e doía. Queria dormir. Queria sumir. Não liguei pro treinador. Fiquei um tempão pensando em como relatar aquela corrida totalmente inglória. Mandei um torpedo, explicando por alto o que acontecera. Ele mandou que eu ligasse. Ignorei para poupá-lo do constrangimento. Se ligasse, fatalmente eu choraria ao telefone.

Hoje estou melhor. Pensei bem. Avaliei. Fiz uma nota mental das falhas. Aprendi. Encarei como um recado. Devo mesmo estar exagerando algumas coisas. Corro para ser feliz. Aprendi a amar esse troço. Não interessa eu não ser muito rápida, não ter uma evolução como a dos outros. Não interessa. Tudo a seu tempo. Tudo como deve ser. Vamos reinventar esse negócio todo. Vai dar certo...

Vou ligar pro treinador. Sem chorar!

sexta-feira, julho 22

Ah, o inverno...

É sintomático: a temperatura baixa um cadinho e já bate aquela vontade de comer alguma coisa. Geralmente, acabamos apelando justamente para o que deveríamos evitar. O Instituto Gourmet Natural dos Estados Unidos alerta que devemos prestar atenção a algumas fissuras, pois elas podem ser um sinal de que falta algum nutriente importante para o bom funcionamento do organismo. Principalmente porque atacamos sempre alimentos que são viciantes e que não tem substâncias essenciais para o nosso corpo.

Açúcar, farinha branca, chocolate, café e álcool são os alimentos mais viciantes. A abstinência é séria. Costuma trazer sintomas desagradáveis como dor de cabeça, depressão e ansiedade - só uma mordida é capaz de aliviá-los. Os primeiros dias de desintoxicação são os piores, mas aos poucos o corpo para de pedir para beliscar a todo momento.

Para metabolizar o açúcar refinado, o organismo usa nutrientes vindos de outras fontes. Perdemos vitamina B, cálcio, fósforo e ferro de nossa própria reserva para digeri-lo. Com isso, o corpo acaba dando o sinal de fome para tentar adquirir os nutrientes perdidos.

Para diminuir a fissura por alimentos viciantes, existem algumas substituições mais nutritivas. Identifique a sua fissura e cure-se!

-Açúcar refinado (bolo, bolachas, guloseimas, sorvete): podem ser substituídos por grãos integrais, abóbora, maçã, frutas cozidas, carnes, alimentos salgados, laticínios, banana congelada, sobremesas adoçadas com malte de cevada, entre outros.

-Álcool: troque por carboidratos complexos, vegetais, milho, vegetais folhosos amargos, missô, molho de soja, proteína animal, cerveja sem álcool e suco de frutas.

-Café: vegetais, salada, carne vermelha, açúcar, grãos integrais, alimentos salgados.

-Sal: algas, vegetais adocicados, carne, molho de soja, ervas e especiarias.

-Laticínios: vegetais verdes, grãos integrais, feijão, peixe, frutas, tofu e leite de amêndoas.

-Gorduras: feijão, peixe, frango, ovo, frutas e vegetais.

Com informações do Terra Saúde
 
***
E eu, que tenho fissura por carboidratos, como faço? PQP!

terça-feira, julho 19

Operação Portuga

Acabei de ler meu primeiro livro sobre corridas. Simplesmente amei. Principalmente porque o livro não é meu e, por isso, já passou pela mão de alguns corredores, o que dá uma energia a mais pra gente absorver. Tive vergonha, inveja, orgulho. Ri e chorei. Mas, acima de tudo, percebi que existe, sim, um espaço para mim nesse mundo de paces baixos. Correr é para todos. Competir é que é para poucos.

Fiquei quase que imediatamente apaixonada por uma das personagens. Comentei com a Inês, que passou o livro (da Isabel) para minhas mãos, e soube que tinha escolhido o corredor certo do grupo. Deu vontade de ler ainda mais rápido para saber como é que aquela história acabaria. O fim foi emocionante. Não foi quem quebrou o recorde que teve a minha atenção. Mas eu, que costumo não errar com pessoas, não errei nem no livro: eu torcia para o verdadeiro herói, o sujeito que não recebeu os louros da vitória, mas que teve o mais bonito dos gestos.

 É isso que a corrida representa para mim: um agregador de gestos nobres.

Comecei a correr porque queria fugir. Porque precisava me motivas, ocupar minha mente, fazer algo que não imaginava poder. Sei lá, dar sentido àquela segunda chance. Descobri uma nova eu, um novo mundo, novas pessoas e novos amigos. Tudo bem que em qualquer lugar existem os malas, os mal intencionados, os vampiros invejosos. Mas a força do meu grupo surgiu da adversidade alheia. Nós nos conhecemos e nos reunimos, de verdade, por causa da corrida, mas também em torno de uma boa causa. Não foi só a busca pela saúde, pela superação, pelas medalhas, pelo melhor tempo ou por chegar na frente dos outros. Nós chegamos junto. Em todos os sentidos.

São pessoas do bem que as passadas trouxeram para minha vida. Peço a Deus que as conserve. E que agregue novas personagens, todas capazes de nobres gestos como o de Guto, no livro. Camaradagem é o que move o mundo numa direção que todos merecemos. Eu vejo camaradagem no meu grupo. E nós nos movemos rápidos, uns mais, outros menos. Mas somos todos rápidos e vencedores.

quinta-feira, julho 14

Athenas - Etapa II

Venho treinando #foreveralone há algumas semanas. Surpreendentemente, tenho conseguido me dedicar direitinho. Com sinusite e tudo. E estava assim, meio barro, meio tijolo, mas treinadinha, para a segunda etapa do Circuito Athenas - esse mesmo, o grande escolhido para ser o circuito oficial do ano. O desafio era percorrer as 5 milhas da prova sem caminhar e num tempo abaixo da experiência anterior, no #TemMaios.

Foi uma semana pouco comum para os cariocas. Frio, muito frio. Todos reclamando, todos encasacados nas temperaturas que chegavam a 10ºC pela manhã cedinho (uma expressão também tipicamente carioca). Fiz minha parte com afinco, fugindo o máximo possível da friaca, para não piorar minha situação e ficar sem ar no dia da corrida. Deu certo. Estava descansada, seguindo todas as instruções do treinador, e bem pouco entupida. Para m inha máxima satisfação e, óbvio, para não perder o costume, abriu um solzinho mega agradável no dia da corrida.

Ali no Aterro estava fresquinho. Mas só na sombra. Eu, que passei a semana desesperada em busca de um manguito (assunto para um ooooutro post), apelei para minha blusa de manga comprida da Maratona de Londres, que nunca fiz. Bastou ficar meia horinha no sol junto com os #twittersrun para eu resolver, acertadamente, trocar de blusa e correr uniformizada. A sacolinha de treino nunca foi tão útil. Nem a viseira.

Não chegou a fazer calor durante o percurso. Nada que pudesse me atrapalhar. Mas tem sempre alguma coisa, néam? Desta vez o probleminha foi sui generis. Intestinal. É, isso mesmo. Na altura do quilômetro 6 bateu uma baita vontade de cagar. E eu, bem, eu tenho intestino preguiçoso, preso ou sei lá qual nome prefiram dar. Só sei, pela minha experiência de vida, que a vontade, quando bate, não pode ser desperdiçada porque aí fudeu o cu da Creuza total.

O que fazer, então, naquela circunstância?

Eu já tinha passado por um ponto de apoio que até tinha dois banheiros químicos. Provavelmente estavam ali por causa da galera dos 16k. Mas já tinha passado, já era. Não ia voltar má nem fudendo. O jeito foi diminuir o ritmo. Eu vinha bem, controlando o pace ali por volta dos 7, conforme orientações do treinador. Senti que o bagulho me prejudicaria. Fiquei logo puta da vida. Mas era melhor ficar puta dentro das calças do que ficar cagada dentro das mesmas. Passados 7km, precisei andar. Estava meio gelada. Já estava avistando mais um posto de hidratação. Resolvi andar até lá, beber uma água, molhar a nuca, as têmporas e pulsos e procurei ficar à sombra, pro desespero passar. Deu certo.

Logo voltei a correr e no último quilômetro deu até para retomar o ritmo dos primeiros cinco quilômetros. Cruzei o pórtico de chegada com 58:21. Baixei 26 segundos o tempo em  relação às 5 milhas da Mizuno. Uma façanha diante dos problemas que me apareceram no percurso. Quero isso mais não. Marquei um dez com a galera e parti feroz para casa. Direto pro banheiro. Um alívio!