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    segunda-feira, janeiro 4

    De

    Uma palavra esquisita, uma ênfase silábica, a arrastadinha numa letra ou outra. Sotaques são estranhos. E quanto mais sutis, mais profundos. Melhor ainda, quanto mais perto da gente, menos percebemos. E nem precisa passar uma semana em Porto Alegre ou um fim de semana em Salvador para que essa mágica aconteça. Simplesmente, nossos ouvidos se acostumam e, daí, pouco o percebemos.

    Tanto que quase ninguém da minha convivência diária nota o meu sotaque.

    Tenho sotaque sim. Um dos mais sutis. Aquele que só tem quem vem de lá do lado das terras de Araribóia. Morei em Niterói até meus três anos, mas meus pais viveram boa parte da vida por lá e até hoje sõ bem profundas as raízes da família com a "Cidade Sorriso"... Até eu demorei para percebê-lo. E um pouco mais para entendê-lo.

    Normalmente, refere-se a alguém do sexo feminino com o artigo 'a' e usa-se o artigo 'o' para o sexo masculino. Da mesma forma, para identificar um objeto pertencente a outra pessoas, utiliza-se o 'da' quando o mesmo for posse de uma mulher e o 'do' se posse se um homem - "este CD é do fulano", "a bolsa marrom é da fulana" e assim por diante. Certo? Nem sempre...

    Quando você nasce, cresce ou é criado por alguém com raízes profundas em Niterói, a norma culta do idioma vai pro caralho porque existe uma sutileza: intimidade familiar.

    Aí, a camisa é DE Rodrigo, a bolsa é DE Isa, o cinzeiro é DE Jairo, a bermuda é DE Márcio.

    'Do' ou 'da', só quando o objeto pertencer a um amigo, a um conhecido. Não tem jeito. Para ser DE, não adianta ser muito querido, conhecer há muito tempo, nem ser agregado. O requisito fundamental é o laço familiar. Não adianta nem o laço afetivo. Tem que ser familiar e pronto.
    ****
    Entendeu? Nem eu. Sonhei com este post. Achei que deveria escrevê-lo...

    Aliás, ando sonhando com coisas estranhas, ultimamente...

    Dias desses, fui perseguida por um elefante bebê furioso. Me escondi na cama... Pô... era uma beliche; eu fiquei na parte de cima, ok?

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    Item Reviewed: De Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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