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    domingo, novembro 7

    Up, up & up

    Estou viva, embora deveras sonada. Depois de quase parar, tal qual uma foca velha, no lugar errado para mais uma cobertura oficial de corridas, o saldo da aventura acabou positivo. Privação de sono é o maior castigo que me possam infligir. Mas serotonina, dopamina e noradrenalina parecem ser transmitidas por osmose. Vim para casa brigando com o sono, mas também com uma puta vontade de dar uma corridinha!

    O 1° Desafio Subida do Imperador parece que será uma prova para cair no gosto dos corredores cariocas. E dos ciclistas, que a poucos eventos populares têm direito aqui em terras tupiniquins. Também servirá para diminuir a distância entre corredores de rua e iron e ultramen. Foi um evento recheado de triatletas - gente sarada, saudável, feliz, bem disposta. O efeito motivador para esta dublê de atleta que vos fala já deu para perceber, né não?!

    Foi um evento longo. Longo demais. Nem uma maratona demora tanto. Mas o tempo passou relativamente rápido ali na altura do km 4 da Estrada Dona Castorina, onde está a Mesa do Imperador, a uma altitude de 485 metros. Largaram várias baterias de ciclistas, da cancela do Parque Nacional da Tijuca no Horto, às 8h. Por isso, paradoxalmente, o primeiro a cruzar a linha de chegada não foi o mais veloz do percurso. Uma coisa esquisita para quem está habituado com corridas. O pessoal da canela só subiu bem depois, às 10h30. O mais rápido levou bem menos tempo, para cobrir os pouco mais de 4km do percurso, do que eu levo nos meus 5 mil metros no aterrão. Um esculacho.

    Era muito doido ver o povo chegando esbaforido, babando, quase passando mal, mas feliz pracacete!

    Muitos atletas se inscreveram para a modalidade duatlon. É. Para isso mesmo que você desconfiou: subiram na magrela, desceram e, duas horas e meia depois, tornaram a subir, só que agora na canela mesmo. Tá certo, muitos ali são, como disse antes, triatletas, iron ou ultramen (que serve para mulheres também, sei lá se tem ultrawoman). Além de pedalar e correr, os putos ainda nadam. Mas é no P-L-A-N-O! Ir e voltar, assim, desse jeito, muita gente ali jurou que não conhecia prova semelhante no mundo. E olha que eu até perguntei isso para uma triatleta finlandesa, só há três meses radicada no Rio, e que na sua primeira prova por aqui já papou a primeira colocação geral feminina na corrida.

    O Imperador que dá nome ao evento eu já expliquei. Mas o desafio do título, além do pessoal para os atletas inscritos em cada modalidade, era também um outro: quem vai mais rápido, o ciclista ou o corredor? Num percurso inédito e difícil, tudo poderia acontecer. Mas, no final, se deu bem o que era mais óbvio. A magrela foi mais ligeira.

    Mas, agora, pálpebra superior de encontro com a inferior! Horizontalizar-me-ei!
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    Item Reviewed: Up, up & up Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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