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    terça-feira, março 29

    É oficial

    Agora sou uma corredora de 10k. A corrida do circuito oficial do ano aconteceu no último domingo. E foi traumática. Eu, que já tinha relatado duas experiências difíceis com o percurso, consegui piorar minha performance. Tudo bem que o calor era infernal - bateu 30º C, como soube depois, durante a prova -, mas terminar a corrida escoltada pela ambulância da prova é uma puta falta de sacanagem, cês não acham?

    Uma lição foi tirada: never more eu largo depois da cabeçada em provas de 10k. Não dá certo para quem tem turtle pace...

    O Circuito Athenas foi uma das provas mais bem organizadas das quais participei nesse quase um ano de corredora. Da retirada do kit à entrega das medalhas. Dá pra incluir aí o acompanhamento dos lanterninhas também. Melhor não, né? Camiseta show de bola, massagem nos pés na véspera e no corpitcho inteirinho no pós prova - que não teve aquela banana passada e o isotônico estava geladinho, pasmem! Sem contar que a qualidade da medalha... profissa...

    Difícil, quando a gente pega mania dos outros. Duas eu absorvi do meu treinador: não ouvir música enquanto corro e deixar a muvuca largar na frente. Uma eu mudei nessa prova. No meu celular agora tem quatro músicas para corrida. Ouvi nos momentos mais críticos e na reta final. São elas: Rebel Yell (Billy Idol), Love is a battlefield (Pat Benatar), Enjoy the silence (Depeche Mode) e Run so far away (Flock of Seagulls). Ajudou. Tem mais uma chegando - Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop (Scatman John). A próxima já sabem: largar na muvuca para evitar pagar mico.

    Saí na tranquilidade e tinha muita companhia, inclusive da minha amiga Joana Martins, que está adorando essa vida de corredora. Mas na bifurcação dos 10k... Ver gente começou a ficar difícil. Geralmente, via quando me passavam e logo perdia de viata. Um saco, isso, viu. E com o calor. Bom, aí fodeu o cu do padre albino. Virei os 5k acima do normal, em 36:44. Só suportei correr mais um quilômetro. Dali para frente, intercalei corrida e caminhada, e não necessariamente quilômetro a quilômetro. Na altura do sétimo para o oitavo quilômetro, uma garota me ultrapassou enquanto eu caminhava. Deu apoio e vi que tínhamos o mesmo problema: joelho futricado e pace de cágado.

    A partir do oitavo quilômetro, depois de várias ultrapassagens entre nós duas, tudo na maior camaradagem e com muito apoio mútuo, ganhamos novas companhias. Outras duas retardatárias que, descobri no último km que tinha pego o caminho errado (era para elas terem feito 5k) e foram retiradas da pista naquela altura ali mesmo pelo treinador da equipe, e a maldita da ambulância. Como aquilo aniquilou ainda mais o meu psicológico já em frangalhos pelo esforço e cozido pelo calor senegalês daquela manhã de outono (?). Sabe o que é olhar um pouquinho por cima do ombro e ver uma ambulância te acompanhando a meio quilômetro por hora?! Nem queira!!!!

    A 500 metros do fim, aquilo deu nos meus nervos. Botei Run so far away pra tocar e parti pro sprint final. Que deve ter dado um pace pífio de 7, por aí. Passei pela companheira de fim de prova e larguei a lanternin ha da corrida na mão dela. Simbolicamente, é óbvio (antes que me perguntem). Nos 300m finais, um corredor veio me acompanhan do pelo lado de fora da pista, dando incentivo. Foi legal!

    Terminei a prova, oficialmente, em 1:26:30. Agora eu tenho parâmetro para melhorar o resto do ano...
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    Item Reviewed: É oficial Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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