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    segunda-feira, setembro 12

    #SegundaSemCarne

    Faz um tempo, resolvi aderir à campanha criada por Sir James Paul McCartney. Estou me empenhando desde então, e só na ocasião do aniversário do meu pai,em agosto, é que transferi esse posicionamento para #TerçaSemCarne.

    Sofri um pouco no início. Não conseguia pensar num prato sem carne. Agora já tiro de letra. Só acho, ainda, estar muito, muito distante o dia em que abandonarei por completo a ingestão de carne. O vegetarianismo não é para mim. Não me vejo sem um bife, sem um churrasco, sem um peixe assado, sem peru no Natal.

    Admiro fortemente quem consegue. Invejo quem achou fácil passar por essa transformação alimentar. Para mim, seria uma batalha árdua. É ir contra minha natureza, é brigar demais com corpo e mente. E já faço isso o suficiente ao incluir a corrida na minha vida. Minha natureza é a inércia, vocês sabem. Correr é um sacrifício hercúleo. Já está de bom tamanho.

    Por isso, fico um pouco chateada e ao mesmo tempo constrangida quando conhecidos vegetarianos (sim, eu conheço essa gente de força de vontade!) questionam essa relação entre a alimentação e o amor pelos animais. Por exemplo: comer carne, mas ser contra rodeios. É mesmo paradoxal, concordo. Já pensei longamente no assunto. Sei que no fundo, no fundo, são pensamentos que não combinam. Mas aí entra a questão da ideologia.

    Subversão e anarquismo sempre me atraíram. Mas sei que até para isso existe a hora certa. E limites. É uma maneira bem pessoal de ver as coisas. Não sou nem um pouco convencional com assunto nenhum. Também não sou dada a ideologias. Esse negócio de carregar bandeiras é para porta-estandarte, e não tenho talento para essa coisa. Não pretendo liderar e nem ser liderada em qualquer que seja o campo da vida. Prefiro deixar as coisas correrem e usar e abusar do livre-arbítrio que Deus me deu.

    Então, certo e errado se confundem. Assim como liberdade e libertinagem. Concordo, discordando - porque concordar também não faz parte da minha natureza e só está no meu vocabulário para que eu possa valorizar o "discordar".

    Assim, cada um na sua. Todos fazendo o que acham certo. Cada qual com o seu limite. Todos se respeitando. Olha só que maravilha viver em sociedade desse jeito!
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    0 comentários:

    Item Reviewed: #SegundaSemCarne Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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