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    sexta-feira, novembro 18

    4ever alone

    Nunca pensei que fosse correr. Hoje faço 10k direto, sem morrer, e já encarei até 10 milhas. Quando comecei nesse negócio aí, achei que não fosse muito longe. Imaginava que criaria uma espécie de diogodependência e nunca na vida pudesse dar um passo numa pista sem ter o treinador do meu lado, apoiando, controlando minhas passadas, me lembrando a estratégia montada, dando aquele empurrãozinho. Mas as metas foram sendo alcançadas e foram mudando (ou melhor, evoluindo) naturalmente. E hoje corro sozinha.

    Não imaginava que fosse me adaptar, mas aconteceu. Hoje, até confesso que prefiro assim.

    Isso, na verdade, não é muito diferente do que aconteceu comigo a minha vida inteira. Correr sozinha é um processo tão natural que parece até que sempre fiz assim. Mas, parando para pensar, é só o resultado dos conhecimentos bem transmitidos. Eu explico...

    Se eu arrumo minhas coisas, cozinho, vivo, é porque fui muito bem orientada pelos meus pais. Estudo, analiso, compreendo, tiro conclusões graças à boa educação que tive. Fui bem preparada para correr. É muito provável que não pare mais. Mesmo estando pouco disciplinada nos treinos.

    Quando corremos com alguém (exceto o treinador), as chances de se iniciar um bate papo são enormes. Não corro por performance, mas acho que isso me atrapalha. Preciso estar concentrada, perdida em meus pensamentos, para respirar direito, para manter o ritmo das passadas, para não desistir. Aliás, correndo é a única hora em que sinto que não divago (perceberam?). Porque sou dessas mesmo, não escondo.

    Consegui criar uma rotina dentro da corrida para mim. Treinos de tiro não têm música; rodagem e provas pode. Mas quando a coisa fica feia, nas corridas, eu tiro o fone do ouvido para ouvir a voz do treinador dentro da minha cabeça. A subversiva aqui precisa de ordens para correr "direito". Fazer o quê, néam?
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    Item Reviewed: 4ever alone Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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