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    segunda-feira, setembro 8

    Quase solo

    Existem coisas no mundo que deveriam ser, simplesmente, indissociáveis. Tipo feijão e arroz, bife e batata-frita, Lennon e McCartney. Com o Supertramp é assim. Pensou na banda de rock progressivo que estourou mundialmente nos anos 1970/80, pensou na dupla Rick Davies e Roger Hodgson (foto). Ou não? Sei lá.

    Há dez anos testemunhei a uma apresentação que chamei de milagre. Sozinho, no palco do então Metropolitan, Roger Hodgson personificava, na minha opinião, o Supertramp, revezando-se entre teclados, piano e violões. Ele, instrumentos e voz. Tudo bem, algumas músicas ficaram um tanto capengas, mas isso nem importou tanto, naquele momento, para uma fã que, anos antes, assistira à apresentação da banda com Rick Davies num Hollywood Rock Festival da vida...

    Davies não fez a menor falta. Ao contrário de Hodgson, na Praça da Apoteose, anos antes.

    Sexta-feira, no Vivo Rio, a pessoa que aprendeu a gostar do grupo inglês sem nunca ter comprado um disco sequer — um especial gravado da TV, que não saía do meu videocassete, foi o culpado da paixão por canções como Dreamer, Give A Little Bit, Breakfast in America, It's Raining Again, Take the Long Way Home e Fool's Overture — constatou que feijão cai bem com farofa, e bife com uma saladinha.

    Acompanhado de uma nova banda — o canadense Aaron MacDonald (sopros e teclado) e os californianos Jesse Siebenberg (baixo) e Bryan Head (batera) —, Hodgson ocupou o palco do Vivo Rio como poucos. Provou, mais uma vez, que é a alma do Supertramp. Aliás, se quiser, pode até dar mais espaço para o músico canadense, que é um verdadeiro handyman: ocupa os teclados quando Hodgson está com violão em punho, executa muito bem a parte de sopros e faz os backing vocals característicos de Rick Davies, do grave ao agudo possível.

    Muito simpático, Hodgson falou com o público ora em inglês, ora em um português ininteligível, mas muito engraçado. O show foi catártico para a audiência de uma faixa etária, em média, um tanto elevada. Mas isso foi outra coisa que não fez a menor diferença — já na primeira música, Take a long way home, as laterais da platéia (que oficialmente deveria se acomodar em cadeiras com mesas) já estavam tomadas pelos mais animadinhos, que dançavam como se estivessem em uma Woodstock refrigerada e regada a uísque.
    Uma noite perfeita que poderia ter se tornado mágica se tivéssemos conseguido repetir o encontro com o cantor, arranjador e compositor, por acaso, no caminho para o banheiro. Como há uma década...
    ****
    When I was young
    It seemed that life was so wonderful
    A miracle, oh it was beautiful, magical
    And all the birds in the trees
    Well they'd be singing so happily
    Oh joyfully, oh playfully watching me
    But then they sent me away
    To teach me how to be sensible
    Logical, oh responsible, practical
    And they showed me a world
    Where I could be so dependable
    Oh clinical, oh intellectual, cynical
    There are times when all the world's asleep
    The questions run too deep
    For such a simple man
    Won't you please, please tell me what we've learned
    I know it sounds absurd
    But please tell me who I am
    Now watch what you say
    Or they'll be calling you a radical
    A liberal, oh fanatical, criminal
    Oh won't you sign up your name
    We'd like to feel you're
    Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable
    At night when all the world's asleep
    The questions run soo deep
    For such a simple man
    Won't you please, please tell me what we've learned
    I know it sounds absurd
    ut please tell me who I am, who I am, who I am, who I am
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    Item Reviewed: Quase solo Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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