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    segunda-feira, julho 19

    Forrest em...

    Próximo domingo tem mais uma corrida para o meu currículo de atleta de rua. É mais um pedacinho da mandala que pedi pro 'Papai Noel'. Diante da proximidade, não me inscrevi no Family Run, que rolou ontem, no Aterro, junto com a Maratona e a Meia Maratona do Rio.

    Mas... Forrest esteve lá para conferir a competição. E morreu de vergonha de seus ínfimos 5 km, que são cumpridos, segundo o tosco do meu irmão, aos peidos.

    Vou te contar... é uma puta energia que rola num bagulho desses. Teve horas em que até esqueci o que estava fazendo lá; deixei a missão de lado e apenas me concentrei nas vibrações. Muito bacana ver um monte de 'joão ninguém' virando verdadeiros super-heróis, tirando forças sabe-se lá de onde, para cruzar a linha de chegada, após 42 mil metros e uns quebrados correndo. Para muita gente, isso dá mais de quatro horas socando ritmadamente (ou não) o asfalto. Molhado, diga-se de passagem, por conta da frente fria que veio passar o fim de semana aqui na Cidade Maravilhosa.

    A admiração começa quando o povo da meia maratona vem chegando aos montes. Gente de todas as idades. Gritam, pulam, abraçam uns aos outros, comemoram o feito como podem ali na linha de chegada. Uns inteiraços, outros extremamente cansados.

    Todos felizes.

    Raramente, alguém precisa de ajuda para ganhar os últimos metros. Fiquei tocada com uma moça que precisou de dois fiscais de prova, um sob cada braço, para passar sob o portal de chegada; se recusou a subir na maca antes dali. Só horizontalizou o corpo maltratado pelo esforço supremo depois que os próprios pés, embora auxiliados, ultrapassaram a linha final da prova. Achei digno.

    Mas aí chegaram os atletas da elite da maratona e, um tempo depois, os ilustres desconhecidos. Isso sim que é emoção! Se o povo da meia chegava com uma pontinha de gás para comemorar, o que se via na galera que sobreviveu aos 42 km eram lágrimas incontidas, seja pelo esforço, pela emoção ou por dor física - tá... talvez, até, tudo isso junto.

    E quanto mais tempo ia passando e mais gente ia chegando, mais bacana ficava. A galera que se acotovelava nas grades de proteção perto da linha de chegada, a maioria participante de algumas das provas, incentivava os heróis retardatários, esses, sim, os verdadeiros campeões, com gritos e aplausos.

    Bonito de se ver. Arrepia até agora, só de lembrar.

    Quero isso pra mim também...

    42.195 metros. Esse é o tamanho do meu sonho. Um deles, pelo menos - o que dá para medir.
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    0 comentários:

    Item Reviewed: Forrest em... Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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