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    quarta-feira, junho 22

    O Astro

    "Foi a única novela da Globo a atingir 100 pontos no Ibope. Todas as televisões do país estavam ligadas no último capítulo de O Astro". As palavras são do gato-mestre noveleiro do meu marido. O ano era 1978. Eu tinha de sete para oito anos de idade. Foi ano de Copa do Mundo. Mas nem os jogos do Brasil superaram a audiência do derradeiro capítulo do folhetim de Janete Clair - aquele que responderia à pergunta que martelava a cabeça de dez entre dez brasileiros na época: "Quem matou Salomão Hayala?".

    A personagem, vivida por Dionísio Azevedo, saiu de cena no capítulo 42. Mas foram cinco meses de tortura, até para quem não acompanhava a novela, que começou meio lá meio cá. Na reta final, ninguém queria perder nenhum detalhe: a cantora Maria Bethânia exigiu uma televisão no camarim do Canecão, onde cumpria temporada, para acompanhar os capítulos antes de entrar em cena; uma importante recepção oferecida em Brasília pelo então Ministro das Relações Exteriores, Azeredo da Silveira, ao ex-Secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, ficou deserta na hora da novela - os convidados se reuniram na frente da televisão mais próxima para acompanhar a trama -; na época, foi assinada a lei que regulamentava a profissão de ator e, em Brasília, Daniel Filho, recebido pelo então presidente Ernesto Geisel conta que ele perguntou: "Diga uma coisa, quem matou Salomão Hayala?". E ouviu: "Isso é segredo de Estado, e disso sei que vocês entendem!"

    Esses dados, obviamente, pesquisei num site especializado. Mas fiquei muito, muito, muito surpresa ao descobrir que minhas memórias mais distantes datam aquee ano. Porque lembro de Dancin' Days, que passaria logo depois de O Astro, e nem desconfiava disso. Achava que Herculano Quintanilha tivesse surgido na minha vida depois da manicure Júlia Matos. Recordo da música, da abertura, da logo da novela (igualzinha à do remake), do turbante, das cenas de adivinhação na churrascaria e, especialmente, do bordão: Pensar, professor, pensar! É de causar espanto!

    Lembro do Cuoco, Tony Ramos, da Dina Sfat, do Dionísio Azevedo e os irmãos Rubens de Falco e Isaac Bardavi, da Elisabeth Savala, Tereza Rachel, Sílvia Salgado e do Edwin Luisi. Muita gente. Lembro das ligações entre os atores, embora recorde bem pouco da história deles, exatamente. Também, eram os principais da história. Porque naquela época tinha disso.

    Aí, fico numa expectativa sem tamanho para a novela começar logo. Para poder desejar que acabe de uma vez, como aconteceu com Ti-ti-ti, que eu simplesmente abominei como remake. E a pergunta que não quer calar, desta vez, será:

    - Quem matará Salomão Hayala?

    Com informações do site Teledramaturgia
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    0 comentários:

    Item Reviewed: O Astro Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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