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    segunda-feira, agosto 20

    Disciplina

    A palavrinha forte que dá nome a este post nunca foi meu forte. Se tivesse que abraçar uma causa, a palavra certamente seria outra. Subversão, por exemplo, é um estado de espírito para esta blogueira já não tão ativa. Prefiro. Mas tive de aprender a me virar com essa outra daí, uma grande novidade quatro décadas depois de tanta rebeldia. A corrida me ensinou um pouco disso. A fisioterapia veio completar o quadro. Tomara que eu consiga manter pelo menos a essência disso, para o meu próprio bem.

    Desde que comecei a correr, em 2010, me vi às voltas com uma verdadeira batalha contra o meu corpo e minha mente. De lá para cá, venho, aos trancos e barrancos, me boicotando e me superando tanto, que nem sei mais a ordem do momento em que estou. Agora, com o fim de uma sessão longa e muitíssimo bem feita de fisioterapia para sanar os maiores problemas do meu joelho bichado, cresce muito o medo do boicote total botar tudo a perder. Será preciso muito controle. De fora para dentro, principalmente, porque é assim que funciona comigo...

    Perdi as contas de quantas sessões de fisioterapia passei desde que torci o joelho na descida para as prainhas do Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo. Acho que o ano era 1991. R E A L I Z A...

    O mais engraçado é que, pelo que me lembro, nenhum fisioterapeuta tinha, até agora, posto a mão em mim. Estranho? Que nada. O máximo que faziam naqueles 40 minutos de sessão era encostar um pouquinho para enfaixar um saco de gelo ou afixar aqueles trequinhos que dão choque ou tirar o excesso de gel depois de cinco minutinhos de ultrassom. Vida de gado que não serve mais para mim, que virei "atleta". Não me basta só andar, preciso correr. Então...

    Estou na abstinência de corrida desde maio. Antes, até. Pra não dizer isso, fiz 2km na Praia dos Carneiros, mó escuridão, disputando espaço na areia com cavalos ensandecidos (tive que entrar na água para fugir dos doidos, a certa altura), no fim da férias. Mas correr, decentemente, acho que desde os 10km da primeira etapa do Circuito Athenas, em março, que terminei mancando. Fiz a fisio "de praxe", voltei a treinar devagar, fui encarar a Subuda do Imperador, estaleiro de novo, obviamente. Praticamente um ano jogado fora, não fosse o Fabio Marcelo e sua equipe brava, bravíssima.

    O dicionário médico Oxford define a terapia manipulativa como “o uso das mãos para produzir um movimento desejado ou um efeito terapêutico em uma parte do corpo, com o intuito de restaurar o normal funcionamento de articulações rígidas”.  N a verdade, o profissional combina a prática clínica manual com os avanços científicos, que lhe dão a habilidade na avaliação, precisão no diagnóstico e eficácia no tratamento das condições que afetam os diversos sistemas corporais. Comprovei tudo, tudinho isso.

    Foram 21 sessões; dez semanas perfazendo dois meses e meio de tratamento ininterrupto até ser "liberada". Porque eu não preciso mais estar às 8 da matina em Ipanema, terças e quintas. Mas ainda tenho um protocolo de "volta à corrida" para seguir. Pelo menos mais duas semanas e meia até retomar os treinos "normalmente". Foi um período V.I.P. de fisioterapia. Só a avaliação inicial durou duas horas e meia. Cada sessão, no primeiro mês, durava uma hora e meia, subindo para duas horas na reta final do tratamento, que eram coroadas com exercícios na areia escaldante da praia. Taí a prova. Foi muito bacana. É estranho, mas acho que sentirei falta da fisioterapia...

    Perrota freando a gordinha no muque... rsrsrs
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    Item Reviewed: Disciplina Rating: 5 Reviewed By: Débora Thomé
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